João Havelange esperava aproveitar seu centenário nos Jogos Olímpicos que ajudou a eleger
Então presidente de honra da Fifa fez um discurso decisivo para a escolha da Rio 2016
Rio 2016|André Avelar e Dado Abreu, do R7, no Rio

Figura controversa na história do esporte mundial, João Havelange, que morreu na madrugada desta terça-feira (16), teve papel fundamental na eleição da Rio 2016. O dirigente, na época presidente de honra da Fifa, fez um discurso emocionante na decisão final do Comitê Olímpico Internacional, em 2009, em Copenhague, na Dinamarca.
Havelange foi o último da delegação a defender a candidatura brasileira na tribuna. Esse talvez tenha sido seu último grande momento de aparição pública internacional. Apesar da idade avançada, mantinha a fala empostada e de amor ao seu país. Mais do que isso, projetou que os Jogos Olímpicos em casa seria o apogeu do seu centenário.
A Rio 2016 chegou, mas o dirigente pouco pode aproveitar. Internado desde a semana passada no Hospital Samaritano, na zona sul da cidade, com um quadro agravado de pneumonia, sequer pôde ver o maior momento do estádio que leva o seu nome.
Foi no Estádio João Havelange – autorizado a utilizar o nome Estádio Nilton Santos e agora, durante a Rio 2016, Estádio Olímpico – que Usain Bolt aumentou sua coleção de feitos extraordinários. O jamaicano se tornou o primeiro tricampeão dos 100 m na história dos Jogos.
"O nome é Estádio Olímpico e continuará a ser durante os Jogos. O Comitê Olímpico do Brasil solicitou que a bandeira do Brasil fosse colocada a meio mastro e estamos estudando essa possibilidade", disse Mark Adams, diretor de comunicação do COI. "Depois dos Jogos o estádio voltará a ter o seu nome original. Estamos discutindo sobre a realização de um minuto de silêncio nas partidas de futebol desta noite", completou Mário Andrada, diretor de comunicação da Rio 2016.
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Aos 100 anos, 40 deles dedicados ao futebol, morreu João Havelange, o maior cartola que o Brasil já teve. Primeiro como presidente da CBD, antiga CBF, e depois da Fifa, Havelange fez o esporte se tornar paixão mundial e girar milhões de dólares. Ele nã...
Aos 100 anos, 40 deles dedicados ao futebol, morreu João Havelange, o maior cartola que o Brasil já teve. Primeiro como presidente da CBD, antiga CBF, e depois da Fifa, Havelange fez o esporte se tornar paixão mundial e girar milhões de dólares. Ele não fez alarde nem chamou atenção. Obscuro diretor-presidente da Viação Cometa, Jean-Marie Faustin Godefroid du Havelange assumiu a presidência da CBD, a Confederação Brasileira de Desportos, em janeiro de 1958. Pelo seu discurso, não pretendia permanecer por muito tempo no cargo. Mas não foi o que aconteceu. Dali pra frente, ele revolucionaria o esporte, hoje um dos mais rentáveis do mundo. Mas também se envolveria em polêmicas, muitas delas ainda não esclarecidas. Conheça a seguir a carreira de João Havelange












