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Rio 2016

Judoca do time de refugiados do COI vai às lágrimas ao lembrar passado no Congo

Popole Misenga é um dos dez atletas do time de refugiados do COI

Rio 2016|André Avelar e Dado Abreu, do R7, no Rio

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Popole não evitou as lágrimas quando falou dos irmãos
Popole não evitou as lágrimas quando falou dos irmãos

Quando fugia da violência vagando oito dias pelas florestas da República Democrática do Congo, o menino órfão Popole Misenga jamais poderia imaginar que anos depois disputaria uma edição dos Jogos Olímpicos. Na Rio 2016, o judoca será um dos dez atletas do time de refugiados do COI (Comitê Olímpico Internacional).

“Vim para o Brasil em 2013 disputar o Mundial e desde então fiquei por aqui. Passei a treinar no Instituto Reação [ONG criada pelo medalhista olímpico Flávio Canto] e quando recebi o convite para estar nas Olimpíadas eu não acreditei, nunca tinha visto um refugiado participar de uma competição tão grande”, lembra Misenga.


Ao lado da compatriota Yolande Makiba, Misenga é treinado por Geraldo Bernardes, ex-técnico da seleção brasileira.

“Eles já têm a medalha deles, a medalha da transformação, da humanidade. Participei de quatro edições dos Jogos Olímpicos como técnico do Brasil, ajudei o País a conquistar seis medalhas, e sei que a minha medalha agora já está no peito. A deles também”, afirmou Bernardes.


Refugiada entregou a vida à natação e agora está na Rio 2016

Com os nadadores sírios Yusra Mardini e Rami Anis, os dois judocas participaram de entrevista coletiva no último sábado (30), na Barra da Tijuca, quando falaram sobre o projeto do COI. Na ocasião, Misenga agradeceu ao Comitê por ter lhe “tirado a tristeza do coração” e se emocionou ao falar sobre os irmãos que deixou para trás.

“Esqueci a cara deles. Se puderem me ver pela televisão nas Olimpíadas para saber que o irmão dele está lutando... quem sabe um dia consigam pagar a passagem para ficar aqui junto comigo. Beijo para eles onde estiverem, o irmão deles está aqui lutando”, disse o judoca, sem controlar as lágrimas.

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