Ministro diz que morte de soldado é "pontual" e nega ajustes em segurança: "Mudar agora seria irresponsabilidade"
Três esferas de governo e comitê Rio 2016 se reuniram para avaliar segurança
Rio 2016|Bruna Oliveira, do R7
As três esferas de governo e o comitê Rio 2016 se reuniram para avaliar a segurança dos Jogos no CICC (Centro Integrado de Comando e Controle) na final da manhã desta sexta-feira (12). Após o encontro, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, o general Sérgio Etchegoyen, afirmou que mudar o planejamento, após a morte do militar da Força Nacional em um ataque de criminosos no Complexo da Maré, seria uma irresponsabilidade.
— Não há ajustes a serem feitos. Foi uma fatalidade lamentável. Ela não invalida nada que está sendo feito até agora. Mudar esse processo agora seria uma irresponsabilidade. Aí sim, de criar novos procedimentos no meio do jogo. Vamos prosseguir como estamos.
O ministro garantiu que a tropa está muito bem treinada e que ela é orientada a patrulhar vias que interessam ao chamado Rio Olímpico. Ele afirmou que não sabe ainda se os agentes erraram o caminho ao entrar na comunidade.
— Estamos aguardando que os outros dois sejam liberados do acompanhamento psicológico para que possam ser interrogados. E aí sim vamos avançar com o inquérito, as investigações.
Ele admitiu que a cidade olímpica tem problemas de segurança pública, mas classificou a morte do militar como uma "questão pontual" ao ser questionado sobre outros episódios de violência durante os Jogos, como o ônibus com jornalistas atacado, assalto ao ministro de Portugal e quatro dias de tiroteio no Alemão.
— No Brasil e no Rio de Janeiro temos problemas de segurança pública. O Brasil tem mais de 8.000 km². Nós conseguimos monitorar, prender potenciais envolvidos com terrorismo religioso. Países menores, como os europeus, não conseguiram. E não é por isso que estamos acusando a europeus de não saber fazer. Posso garantir que estamos fazendo o melhor que podemos e que o Rio de Janeiro está muito mais seguro do que em suas condições normais. Foi um episódio lamentável, tanto que perdemos uma vida, mas ele é muito menor do que as Olimpíadas.
Questionado sobre a morte de um suspeito de envolvimento com o tráfico durante operação na Maré, o general disse desconhecer a informação.
Participaram da reunião Eduardo Paes, prefeito do Rio, Eliseu Padilha, ministro chefe da Casa Civil, Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Rio 2016, José Mariano Beltrame, secretário de Segurança do Estado do Rio, Leonardo Picciani, ministro do Esporte, e Alexandre de Moraes, ministro da Justiça.
