Por questão de saúde, COB reforça uso de camisetas de manga comprida na Olimpíada
Pedido foi feito pelo temor de um novo surto de doenças relacionadas ao Aedes aegypti
Rio 2016|Do R7

O Rio de Janeiro registrou, até o dia 22 de março, 235 casos suspeitos de chikungunya (26 confirmados), 4.289 notificações do vírus zika e 28.611 casos de dengue. Assim, cresce o temor de que os surtos das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti possam afetar os atletas durante os Jogos Olímpicos do Rio.
Diante dessa situação crítica, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) pediu à fornecedora de uniformes da delegação brasileira, a Nike, que aumente a distribuição de camisetas de manga comprida. "A gente tem feito o que a população inteira do Brasil está fazendo. Recomendamos usar repelente, manga comprida, ar-condicionado ou tela", explicou Marcus Vinícius Freire, diretor executivo de Esportes do COB.
Outro investimento do COB nessa reta final da preparação olímpica é a prevenção de lesões. Marcus Vinícius salienta que os atletas que ainda buscam a classificação para os Jogos do Rio estão vulneráveis ao esforço excessivo e vê o primeiro semestre de 2015 como "assustador" devido às baixas em diversos esportes.
"Temos muita preocupação com ciência do esporte. Disputar a vaga faz você ir até o máximo, facilitando o aparecimento de lesão. Estamos trabalhando a prevenção com a turma de fisioterapia, medicina e bioquímica, que faz testes para ver quem tem mais probabilidade de lesão ou menos."
Além da questão física, o COB também tem trabalhado o lado psicológico dos atletas para evitar um novo "7 a 1" na Olimpíada. "A gente continua reforçando as vantagens e desvantagens de jogar em casa. Temos uma equipe multidisciplinar - psicólogo, psiquiatra e terapeuta. Temos tido um resultado muito bom, está surtindo efeito a longo prazo. Não adianta querer trabalhar com psicólogo no dia que a gente perde um jogo ou na véspera da final", comenta Freire.
