Daniel ressalta dueto com Andrea Bocelli como ponto alto de 2016: "A empatia foi grande no palco"
Cantor fez balanço do ano nos bastidores do Hora do Faro que vai ao ar no domingo (17)
Hora do Faro|Rafael Molica, do R7

Na contagem regressiva para a chegada de 2017, Daniel teve a chance de avaliar como foi seu ano de 2016. Nos bastidores de gravação do Hora do Faro que vai ao ar no domingo (18), o cantor sertanejo fez uma autoanálise e listou os momentos mais importantes que vivenciou, como o inesquecível dueto com ninguém menos que o tenor italiano Andrea Bocelli.
Apesar do clima conturbado que marcou o Brasil, Daniel observa os frutos que colheu.
— Todo mundo sabe que estamos vivendo um momento de transição, de transformações, onde se depara com situações que não são favoráveis, não são da forma que a gente esperava, muitas coisas fora do lugar. Principalmente no nosso país, mas eu não tenho do que reclamar.
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Em 2016, Daniel decidiu arriscar nas paradas musicais, algo que sentia vontade de fazer há certo tempo.
— Este ano foi um ano muito bom para mim, um ano de realização pessoal e profissional. Tive a honra de trazer um projeto novo, de canções inéditas com dez músicas [Daniel]. Em um mercado tão conturbado, turbulento, com tantos personagens que a gente tem, grandes potenciais inclusive, é um super desafio trazer um projeto de canções inéditas. Considero um desafio ainda maior do que você fazer algo envolvendo as canções da sua carreira como eu já fiz várias vezes. Mas, como vinha de um projeto de um DVD comemorativo, que foi o Daniel - 30 Anos O Musical, depois que veio o Daniel In Concert em Brotas, gravado na minha terra natal [interior de São Paulo], queria trazer algo de novo mesmo. Era o momento certo. Está sendo tão bem aceito, tão bem recebido pelas pessoas, pelos fãs, e isso nos fortalece, nos dá um up para seguir em frente, continuar com nossa luta. Esse ano foi maravilhoso, está sendo maravilhoso porquê ainda não terminou. E vai acontecer ainda muita coisa pela frente.

Sonho realizado
Um dos pontos altos do ano foi a possibilidade de cantar ao lado de um ídolo.
— Tive a honra de participar de um evento na Aparecida [Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida] com Andrea Bocelli, tinha um sonho de conhecer essa cara e Nossa Senhora Aparecida me fez mais um milagre na minha vida, que foi poder cantar com ele. Acabei cantando com ele e três dias após fui convidado novamente para cantar lá em Curitiba [PR]. Até parei o que eu estava fazendo porque não poderia jamais deixar essa oportunidade.
Empolgado, Daniel relembrou como soube do primeiro convite.
— Não acreditava, na verdade. Recebi a mensagem através do Vando que trabalha na nossa equipe. E fiquei: “Como assim? Isso é piada. É ele mesmo que está me convidando?”. Foi maravilhoso eu poder estar lá, estreitar ainda mais uma amizade. É incrível isso! Você não conhece a pessoa, convive com ela de forma diferente, acompanhando como ídolo. Você conhecer e fazer daquele momento uma coisa que parece já durar muito tempo; coisas do passado, que representam que eu já conhecia ele de perto e que a gente já tinha estado juntos de alguma forma. Tanto que a empatia foi grande no palco na primeira vez que cantamos juntos. Isso porque tive passagem de som, ensaio com a orquestra, mas com ele mesmo cantei somente no momento de entrar no palco. Foi punk para mim.

A ansiedade o acompanhou quando esteve ao lado de Bocelli, claro, mas trata-se de um sentimento comum em sua trajetória.
— Isso já convive comigo mesmo, que é uma coisa que tem que existir. Estava falando com o Rodrigo [Faro] sobre isso: se a gente deixar isso escapar pelos dedos, deixa de ser.
Daniel confessa que desejava cantar ao lado de Bocelli há muito tempo.
— Eu já jogava essa energia “um dia eu vou conhecer esse cara” e aconteceu. Achei até que seria na Itália porque a gente tem essa ligação italiana através de avós. Mas aconteceu aqui no Brasil. Foi um lugar inusitado.
De olho em 2017
Dono de uma agenda de shows concorrida, Daniel dará seu primeiro passo em um lugar muito significativo em sua vida.
— A gente abre o começo do ano com a chave de ouro: vamos fazer três apresentações em Brotas, em janeiro. Em um lugar que se tornou mais especial ainda quando a gente reformulou o espaço Cinema São José, o cinema onde eu comecei na cidade. A gente está voltando agora, depois de fazer o DVD lá dentro.















