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Daniel revela recordação inesquecível de Natal: “Um dos momentos mais incríveis da minha vida”

Cantor voltou no tempo e relatou história da infância, nos bastidores do Hora do Faro

Hora do Faro|Rafael Molica, do R7

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Daniel mantém o hábito de andar de bicicleta até hoje
Daniel mantém o hábito de andar de bicicleta até hoje

Daniel vai empolgar no palco do Hora do Faro deste domingo (18) e se divertir ao lado de Rodrigo Faro. Longe das câmeras, o cantor fez um passeio emocionante pelo tempo a convite do site oficial da atração. Faltando por poucos dias para o Natal, o sertanejo, de 48 anos, revelou qual é a recordação mais tocante que vivenciou na data.

Na época, ele era muito novo e estava longe de soltar a voz nos palcos de todo o Brasil.


— Tinha uns 11 anos de idade e foi quando meu irmão e eu ganhamos nossa primeira bicicleta. A gente sonhava com aquilo. Além da desestrutura que a gente tinha, meu pai não tinha condições de comprar uma bicicleta, o que, para ele, era caro. Mas lembro que a gente viu uma propaganda de bicicleta na televisão e começou a pedir deixando bilhetes escritos. Eu e meu irmão, Amauri, um ano mais velho, éramos e somos muito próximos um do outro. Queríamos duas bicicletas. Esse que foi o problema porque, se meu pai conseguisse convencer a gente que uma bicicleta daria certo para os dois... Mas ele sentiu também que seria melhor se fossem duas, cada um ia fazer o que quisesse com a bicicleta, cada um ia para um lado. A logística iria ficar difícil com uma só [risos].

Sem esconder o sorriso durante a entrevista, Daniel relatou como foi o grande dia ao saber que seu pedido foi atendido.


— Sem brincadeira, eu me lembro como se fosse agora. Parece que eu estou vivendo esse momento. Cheguei em casa, com um portãozinho baixo e do lado dele tinha um pé de romã. Vi o carro [do meu pai] encostado em baixo do pé de romã. Achei estranho e pensei: “Por que meu pai não tinha colocado o carro dentro da garagem?”. Ao sair do banho, de repente está meu pai chamando meu irmão e eu lá fora. Ele esperou os dois chegarem em casa, falou que trouxe um presente, uma recordação de Natal. Era véspera de Natal. E recebi a bicicleta, era uma azul.

Como toda a criança, o pequeno Daniel não via a hora de brincar com o presente.


— Eu lembro que na frente de casa não era asfaltado ainda e a gente saiu no dia seguinte do dia de Natal com chuva e tudo e aquele dó no coração de colocar a bicicleta naquele barro. Mas como é que a gente iria fazer para andar a primeira vez de bicicleta? Assim, a gente saiu, querendo sujar e não querendo sujar. Foi um dos Natais mais incríveis. Não sei porque que ficou na memória tão perto, tão afetivo assim para mim.

Daniel é um dos principais nomes da música sertaneja
Daniel é um dos principais nomes da música sertaneja

Orgulhoso do que ganhou na infância, Daniel conta que cuidou do mimo com carinho e até o “customizou”.


— Com o tempo, acabei cortando o guidão dela para deixar mais curtinho, coloquei buzininha, freio no pé, cordões pendurados. A gente fez um monte de coisas, botou um monte de acessórios. Foi um dos momentos mais incríveis da minha vida.

Momento em família

Par Daniel, Natal é sinônimo de estar ao lado de parentes. O cantor, um dos principais nomes do sertanejo, gosta de evitar se apresentar na data para curtir a família.

— Para mim, Natal sempre foi uma data muito especial. Dá para contar no dedo as vezes que eu não estive junto com a minha família. E foi justamente por essa questão profissional que eu também considero como a grande prioridade da minha vida. Eu não posso deixar isso de lado. E houveram alguns natais, poucos mesmo assim, que tive que fazer show. Não como uma obrigação, pelo amor de Deus, eu canto porquê amo. Mas eu tinha que estar naquele dia, no dia do Natal, e acabei não estando junto com a família.

Com o passar dos anos, a quantidade de parentes que se sentam à mesa da ceia ao lado de Daniel costuma mudar.

— Esse dia para gente é sagrado, a gente procura se reunir da forma que a gente pode. Está certo que agora as coisas estão ficando diferentes, porquê um vai para um lado, um vai para o outro, e aí começa a pintar filho na conversa, outros parentescos que nos unem e cada um quer tem que fazer uma coisa: tem que estar com família, com a família do noivo, com a família da noiva e assim vai. Acaba que é difícil concentrar todo mundo ao mesmo tempo. Eu sou meio arrebanhador na família. Gosto de reunir todo mundo, de estar perto. Mesa grande.

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