Elas só mudam de endereço! Mãe de Faro revela que até hoje filho liga para avisar que chegou em casa
Com exclusividade, Vera Lúcia fala sobre maternidade e curiosidades sobre o apresentador
Hora do Faro|Rafael Molica, do site oficial

A emoção esteve à flor da pele no palco do Hora do Faro de domingo (14). Durante as comemorações de Dia das Mães, o apresentador preparou homenagens para a mulher, Vera Viel, e para a mãe, Vera Lúcia. As filhas Clara, Maria e Helena, e o irmão, Danilo, também participaram do programa. Em uma tarde comovente, a família pôde relembrar momentos felizes e desafiadores da própria trajetória. Após as gravações, a mãe de Faro recebeu o site oficial da atração no camarim de Rodrigo em entrevista exclusiva, onde contou detalhes sobre suas experiências com a maternidade e fez revelações curiosas sobre o apresentador.
As homenagens acertaram em cheio Vera, que pôde fazer um passeio pelas próprias memórias.
— Foi uma coisa que eu nunca pude esperar, recordar de todas as coisas positivas e negativas, que servem para gente crescer também. Foi muito bom, emocionante e gratificante. E é tão bom a gente saber que os filhos são reconhecidos, quem você ama de paixão. Fiquei muito feliz!

Coruja assumida, a matriarca se orgulha das atitudes de sua família e o que foi herdado ao longo das gerações.
— O que acho importante, e que aprendi, é que a vida inteira meus pais me ensinaram certos valores, certas virtudes que tentei passar para os meus filhos. E eles estão passando para as minhas netas. O mundo de hoje está tão feio, cheio de coisas ruins, os pais não estão mais presentes. O pai e a mãe não estão trabalhando exatamente o educar; eles acham que é a escola que tem que fazer tudo. Meus filhos estão passando isso, principalmente o Rodrigo para as meninas. São crianças que sabem falar bom dia, boa tarde, boa noite, muito obrigado, que são coisas que eu aprendi, ensinei para eles e eles estão passando para frente. Isso é muito bom.
Se por um lado o que não faltou foram lições dadas para os filhos, por outro Vera se vê com todo o direito de mimar as netas.
— Se eu puder paparicar, paparico. Os filhos, a gente não estraga; a gente educa. Mas os netos não têm jeito. Tem aquele ditado: “Em casa de vó, pode tudo”.
Carinho de mãe
Embora Rodrigo tenha 43 anos e o irmão 41, Vera, que ganhou a vida como professora, os enxerga da mesma forma que os via quando ainda brincavam e traquinavam pela casa.
— Eles são meus eternos bebês. Esses dois meninos só vieram alegrar minha vida. Perderam o pai cedo (Gil Vicente Faro morreu quando o apresentador tinha 13 anos de idade) e trabalharam lado a lado comigo. Enquanto eu trabalhava na escola, na faculdade, eles faziam os trabalhinhos deles. Era muito engraçado que eu sentava os dois e dizia assim: “Isso aqui vai para isso. Aquilo vai para aquilo. Isso aqui vai para a sua poupança”. Eu os tratava desde pequenininhos como adultos, dando satisfação de tudo o que eu fazia, tanto o que entrava meu, como o que entrava deles. Era tudo dividido direitinho.

Jeito menino
Aos olhos observadores de Vera, o apresentador possui uma vocação nata de divertir a todos que o rodeia, o que costuma fazer no palco e nas reportagens do Hora do Faro.
— O Rodrigo é um eterno crianção. Mas desde pequenininho, aos 3 anos de idade, já dançava na escola de Ney Matogrosso. Me chamavam na escola para ver que na hora da brinquedoteca ele se vestia e ficava dançando. Quando junta os três, meus dois e mais o meu sobrinho, Fabrício, aí você não aguenta mais [de tanto rir]. É só brincadeira o tempo inteiro.
Outra característica latente de Faro foi pontuada diariamente pela mãe.
— Sempre ensinei uma coisa para o Rodrigo: ninguém é melhor do que ninguém nesse mundo, todo mundo é igual. Se todo mundo é igual, os fãs é que fazem o artista. Então, ele tem que ser igual com todo mundo - como ele é em casa. Ele é assim comigo, com o fã, com a pessoa que trabalha na casa dele, com a babá das meninas e isso é o certo, é assim que a gente tem que fazer. O fã é aquele que levanta ou pode também denegrir o artista.
Ao longo das gravações da atração da Record TV, o apresentador costuma interagir com a plateia e atender aos pedidos de fotos. Após a finalizacão do trabalho no especial de Dia das Mães, por exemplo, Faro foi ao encontro de uma fã em especial que foi às lágrimas ao receber um abraço apertado dele.
— O Rodrigo é muito natural. Hoje mesmo conheci dona Marli, uma senhora cadeirante que estava chorando e pedindo [a atenção dele]. Ela me fez lembrar minha mãe [dona Di] que também está na cadeira de rodas. Eu vi e falei para o Danilo: "Avisa o seu irmão que tem uma senhorinha que pediu para tirar foto". Já imaginou que alegria para essa senhora? Ela chorava. É uma coisa tão pequena, satisfazer esse desejo de uma senhorinha, e que para ela isso é um mundo.

Desafios de mãe
Para Vera, o significado da maternidade é absolutamente claro.
— Ser mãe é estar presente em todos os momentos na vida de um filho. Incentivar. Sempre fazer com que seu filho tenha sonhos e ajudá-lo a construí-los. Acho que todos os “sim” na vida são prazerosos, mas quando aparece um “não” você tem que ser muito mais forte para ajudar seu filho a superar essa negativa e seguir em frente.
A palavra "não" também pode ser uma grande professora para quem cria um filho.
— Às vezes, se aplica até para a gente. Quando o Rodrigo deixou a minha casa e foi para o Rio de Janeiro, aquilo foi a morte para mim. Era grudada nos dois o tempo inteiro, mas tinha que dizer não: “Vai, abre as suas asas, vai embora. É a sua vida. Eu já vivi a minha”. Não é fácil. A gente sofre, mas não podemos demonstrar isso porque você dá uma insegurança fora de série para eles. Quando você coloca na cabeça da criança, do jovem e do adulto a condicional “e se”, ele deixa de sonhar, começa a perguntar para o outro, para aquele que o cerca, para aquele que o ama, se está certo ou errado, se deve ou não. Um filho tem que ir fazer aquilo que gosta, o que quer e foi o que aconteceu com o Rodrigo.
Esse processo de distanciamento foi especialmente delicado para Vera.
— Sofri muito com a tal da Síndrome do Ninho Vazio, quando saiu esse aqui também [aponta para Danilo], que foi o que se mudou e eu falei: “Meu Deus, o que vai ser de mim?”. Mas aí a gente vai se adaptando.
Mesmo assim, certos hábitos persistem com o objetivo de acalmar o coração de mãe.
— Sou aquela mãezona: “Oi. tudo bom? Já chegou? Todo dia você liga e fala: ‘Mamãe, cheguei’". É assim não tem jeito.















