Faltando apenas 6 dias para a grande estreia de A Fazenda, Roberto Justus participou da coletiva de imprensa organizada pela Rede Record, na quinta-feira (17), com um visual diferente do que o público está acostumado a ver nele. O apresentador deixou de lado os sóbrios ternos e chegou com direito a bota, calça jeans e camisa com as mangas arregaçadas. Bem humorado, Justus brincou com o próprio figurino. — Nunca usei uma calça tão apertada na minha vida. Estou parecendo um sertanejo, só que eu não mostro as coisas porque estou com a camisa para fora. O clima de descontração que predominou o encontro com jornalistas tem tudo a ver com a nova proposta do apresentador, que deixará de lado o jeitão mais duro que mostrou nas edições de O Aprendiz e O Aprendiz Celebridades. Ao contrário do que alguns telespectadores possam imaginar, Justus afirmou possuir certa intimidade com o universo rural. — Falam muito da roupa, do jeito... Já falei várias vezes: eu não nasci de terno e nem durmo de terno. Uso terno para trabalhar e uso normalmente quando vou ao cinema, a um teatro, a um jantar. Talvez usou um pouco menos as botas. Os mocassins estão todos aposentados a partir de agora. Fora que eu tenho uma fazenda minha perto da que é da Rede Record há 25 anos. Então, não é um ambiente totalmente distante para mim. Tem animais, eu adoro o campo e sempre gostei. Gosto até mais do que praia. Estou em um ambiente que não estou tão estranho a ele. Apresentar o programa vai ser incrível, tomara que vocês e o público gostem. O novo desafio, aliás, é a chance que o apresentador encontra para mostrar sua faceta descontraída, já experimentada pelo público no dominical Roberto Justus Mais. — Ninguém é igual o tempo todo. Você é diferente nas situações. Por exemplo, eu não demito minha empregada, o meu cachorro, eu não falo duro com a minha mulher. Não é porque eu casei cinco vezes que eu falo duro. Eu sou romântico, carinhoso com as mulheres. Naquele programa, eu fui obrigado a fazer um chefão. Se eu tratasse nas minhas empresas as pessoas do jeito que eu tratava em O Aprendiz, não teria cinco empresas e não seria a maior empresa de comunicação e publicidade do Brasil hoje. É a meritocracia, tratar bem as pessoas, fazer fluir o trabalho. É fundamental. Justus aproveitou para explicar como surgiu o jeito de falar em O Aprendiz, temido por muita gente. — Lá, vocês viram um personagem. Claro, era eu, não tinha roteiro. Lembro que na primeira vez o diretor me chacoalhava e dizia: “Você tem que ser mais duro. Não deixe esse coração agir”. Agora, é o seguinte: sou eu de novo. Mas sou eu descontraído no dia a dia com o meu filho, com meus amigos. Sou meio palhaço, meio brincalhão, é o meu jeito. No Roberto Justus Mais, fazemos o domingo do humor com os humoristas e falam que eu tenho que fazer stand up. É o meu jeito que o público no geral talvez não conheça graças ao bom trabalho que eu fiz de incorporar o personagem de uma maneira que as pessoas têm medo de mim, acham que vou demitir. Em contraponto ao clima de descontração, Justus deixa claro que mantém a personalidade de querer fazer o melhor, seja em qual programa for. — Sou perfeccionista, exigente, isso eu tenho. Dá para ser assim e, ao mesmo tempo, ser descontraído, brincalhão. Nesse programa, a descontração faz parte, um projeto seríssimo e grande, uma responsabilidade enorme, mas estou muito mais leve, muito mais descontraído na apresentação desse programa. Porque é uma diversão de entretenimento diferente do que era O Aprendiz. Ao ser questionado como o público o irá receber após sete temporadas de A Fazenda tendo Britto Jr. como apresentador, Roberto demonstrou tranquilidade e teceu elogios ao colega de emissora. — O Britto é maravilhoso e quem fez sete temporadas incríveis de A Fazenda. Acho que é um novo momento. O público também tem curiosidade de ver um estilo um pouco diferente. Esse programa, diferente do que fiz anteriormente, o apresentador é um maestro que não decide nada. É um pouco diferente a história porque a decisão está na mão do público. Então, o que a gente tem que fazer é dar ritmo, é tirar o melhor dos participantes, tentar organizar essa bagunça que eles fazem, trazer emoção e dar movimento ao programa. Eu tenho o meu estilo, o Britto tem o dele. Somos diferentes e o público vai julgar. Acho que o desafio de fazer uma coisa nova passa por “será que vai dar certo?”, a curiosidade está nessa frase. Estou muito confiante de que vou fazer uma coisa do meu jeito e que vai ser bacana. O apresentador não escondeu a empolgação de estar à frente do reality show rural. — Um prazer muito grande, um desafio incrível para a minha carreira, o Paulo Franco [Superintendente Artístico e de Programação da emissora] e a Rede Record são doidos, mas eles quiseram me convidar para fazer A Fazenda que é um programa que acompanhei sempre como um telespectador e, agora, tenho uma noção que estamos com esse fantástico diretor que é o Rodrigo Carelli, e estou sentindo o que é esta megaprodução. Acostumado com o universo empresarial e seus números, Justus confessou que se surpreendeu com a quantidade de gente que está por trás de A Fazenda. — É uma produção que nunca tinha visto igual, com 270 pessoas envolvidas diretamente e, com os terceirizados, passa de 400. É a maior produção da Rede Record até em investimento tirando, obviamente, a teledramaturgia. As novelas são caríssimas. Mas, como produção, nunca vi coisa igual. Já estou na televisão há 11 anos e estou impressionadíssimo. O que vem aí é muito legal, que tem um público já cativo, mas a gente vai buscar com novidades. Inclusive, com minha presença agora, vamos tentar trazer, quem sabe, a maior e a melhor A Fazenda de todos os tempos.A Fazenda estreia na quarta-feira (23), a partir das 22h15.