A improvável história de Thiago e Oscar, brasileiros do vôlei de praia
Brasileiros são experientes, mas não em Pan-Americanos. E estão aí para ajudar a manter e hegemonia do país na modalidade
Blog|Plínio Rocha

Thiago é carioca, tem 36 anos, uma carreira consolidada no vôlei de praia. Disputou e venceu etapas do Circuito Brasileiro e torneios sul-americanos.
Oscar também é carioca, 34 anos. Tem o currículo parecido com o do conterrâneo. Vem transitando bem na modalidade há um bom tempo.
Os dois já jogaram juntos. Foi em 2014 e 2015, quando conquistaram, aliás, boa parte desses títulos citados.
Agora, desde janeiro de 2019, reativaram a parceria. E dividindo um sonho, que tem boas chances de se tornar realidade.
Thiago e Oscar são experientes demais, como as idades de ambos mostram. Mas, ao mesmo tempo, estão debutando em uma competição importante. Em Lima, eles disputam a primeira edição de Jogos Pan-Americanos da vida.
E não têm absolutamente nenhum problema em afirmar que colocaram a conquista de uma medalha como o objetivo maior da carreira.
Uma medalha que, depois da estreia no evento, nesta quarta-feira, parece ser bem possível. Não é segredo para ninguém que o Brasil sempre pinta como um dos favoritos no torneio continental. E a rodada inicial reafirmou isso.
Thiago e Oscar não tiveram problemas para passar pelos costa-riquenhos Víctor Alpízar e Sebastián Valencian, por 2 sets a 0. Parciais de 21-13 e 21-14, em apenas 27 minutos.
Assista aos melhores momentos da vitória de Oscar e Thiago no vôlei de praia
Deu para ver, também, que não há nenhum bicho-papão. Alguns favoritos, claro, confirmaram essa condição. Duplas de Canadá, Estados Unidos e Argentina também venceram, mas ainda sem mostrar tudo o que podem. Evidentemente, quando encararem rivais de mais qualidade, vão jogar mais. Assim como os brasileiros.
Mas Thiago e Oscar carregam uma experiência que pode ser o diferencial, mesmo. Formam a dupla com a média de idade mais alta. Os peruanos Gabriel Vasquez e Bruno Seminário, para se ter uma ideia, têm apenas 19 e 18 anos, respectivamente.
Vale lembrar que o Brasil nunca deixou de subir ao pódio no vôlei de praia, no masculino e no feminino, desde que a modalidade passou a ser disputada em Pans, na edição de Winnipeg 1999.
De lá para cá, são duas medalhas de ouro, três de prata e uma de bronze, para os homens, e três de ouro e duas de bronze para as mulheres. Eles têm uma pequena vantagem porque colocaram duas duplas no pódio em 1999, em segundo e terceiro.
Em Lima, Carol Horta e Ângela são as brasileiras na briga. A primeira já sentiu o gostinho de colocar uma medalha de Pan no peito, na edição passada. Foi bronze em Toronto-2015. A segunda briga para conseguir o feito.
Também estrearam no Peru com triunfo, batendo Melanie Valenciana e Mannika Charles, das Ilhas Virgens, por 2 a 0, com 21-8 e 21-7. Ficaram apenas 23 minutos na quadra.
Tem cheiro de medalha no ar. Mais duas.
