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Brasil fora do pódio pela primeira vez no vôlei de praia

Não deu para a dupla brasileira, Thiago e Oscar, que foram eliminados pelos atuais campeões pan-americanos

Blog|Plínio Rocha

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A dupla do Brasil Oscar (boné amarelo) e Thiago está fora do Pan
A dupla do Brasil Oscar (boné amarelo) e Thiago está fora do Pan

Não era fácil e, de fato, não deu para o Brasil no torneio masculino de vôlei de praia dos Jogos Pan-Americanos de Lima. Neste domingo, a dupla formada por Oscar e Thiago acabou sendo eliminada pelos mexicanos Lombardo Ontiveros e Juan Virgen.

Em dois sets disputados, os parciais foram de 27/25 e 22/20.


Não era fácil porque não eram rivais comuns. Os mexicanos são os atuais campeões pan-americanos.

Mais do que isso. Apesar de menos experientes na idade, têm muita rodagem internacional. Estiveram, por exemplo, na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016. Ontiveros tem 35 anos. Virgen, 32.


Na comparação, Oscar tem 34 e Thiago, 36. Mas estavam estreando em Pans, ao contrário dos adversários, como destacado.

Mas, talvez ainda mais importante, o que chama a atenção é que a dupla do México está junta desde 2013, ou seja, quase sete anos. Os brasileiros já haviam formado uma parceria antes, em 2014 e 2015. Mas se reuniram novamente apenas em janeiro, justamente, para o evento no Peru.


Thiago e Oscar fizeram um grande jogo. Os placares já deixam isso claro. Mas, uma pena, acabaram falhando em alguns momentos cruciais e decisivos, como em alguns passes errados em saques de Ontiveros e Virgen no trecho final do primeiro set.

No segundo, caiu um pouco a concentração e os dois acabaram vacilando vez ou outra, também. Claro, isso é mais do que normal em um jogo. Oscilar faz parte. Mas, quando acontece diante de uma dupla experiente e com rodagem internacional, pode ser fatal.


Neste caso, foi.

No fim da partida, Thiago e Oscar estavam conformados. No discurso, disseram que jogaram bem, mas que os rivais foram melhores. Justo. Mas, evidentemente, lamentaram. Antes, haviam elegido este Pan como a principal competição da carreira. A medalha era um sonho.

Uma medalha, aliás, que escapou do Brasil pela primeira vez na história desde que o vôlei de praia está no programa do Pan-Americano. A primeira edição foi em Winnipeg-1999.

De lá para cá, haviam sido seis pódios.

Dois em 1999, justamente, uma prata e um bronze, quando cada país ainda mandava duas duplas como representantes.

Depois, prata em Santo Domingo-2003, e dois ouros seguidos, no Rio-2007 e em Guadalajara-2011, ambos com Emanuel – jogando ao lado de Ricardo e Alison, respectivamente.

O último foi a prata da última edição, em Toronto-2015.

Mas o país segue vivo para não passar batido. Isso porque Ângela e Carol, estas medalhistas de bronze em Toronto-2015, também, seguem nas semifinais.

Nesta segunda-feira, encaram as americanas Karissa Cook e Jace Pardon. Jogaço.

Para Thiago e Oscar, fica a experiência. Mais uma. Com muita luta. Não ganharam a medalha, mas deixam o torneio de cabeça erguida.

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