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Brasil nada de braçada no Pan

O esporte que mais deu pódios ao país na história do torneio terá, mais uma vez, a equipe principal em Lima 2019

Blog|Plínio Rocha

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Gustavo Borges já conquistou 19 medalhas em Jogos Pan-americanos
Gustavo Borges já conquistou 19 medalhas em Jogos Pan-americanos

Os Estados Unidos podem não dar muita bola. O Canadá também não olha para essa competição com todo o carinho possível. Mas o Brasil gosta muito dos Jogos Pan-Americanos. Ama, na verdade.

E, quer saber? Faz bem. Muitos eventos continentais como esse são importantes. Se a equipe brasileira tem condição de disputar a competição com o que tem de melhor, sempre, ótimo.


Por isso, historicamente, os atletas do país voltam dos Pans com as malas um pouco mais pesadas. Somando todas as edições, já são 328 ouros, 358 pratas e 520 bronzes, totalizando 1.206 pódios.

E a natação tem um papel fundamental na construção desses números. Até por ser uma modalidade que distribui muitas medalhas, claro. No total, serão 35 provas em águas peruanas, entre feminino e masculino. Em todas, como se sabe, três vão ao pódio – com a possibilidade de serem quatro, caso haja empate na terceira colocação.


Uma das confirmações de que o Brasil entra sempre com o que tem de melhor nas piscinas é o fato de que seu maior medalhista vem da água.

Trata-se de Thiago Pereira, nadador que se aposentou com 23 medalhas conquistadas em quatro edições do Pan. Na conta dele estão 15 ouros, quatro pratas e quatro bronzes, divididos entre Santo Domingo-2003, Rio de Janeiro-2007, Guadalajara-2011 e Toronto-2015.


As performances, aliás, garantiram a Thiago o apelido de Mister Pan, que ele sempre adotou e carregou com orgulho.

Minuto do Pan: Thiago Pereira é o mais premiado na história dos jogos


Na lista dos dez atletas que mais foram ao pódio no evento continental, aparecem mais cinco nadadores.

Gustavo Borges é o terceiro, no geral, com 19 medalhas (oito ouros, oito pratas e três bronzes).

Fernando Scherer é o quinto, com dez (sete ouros, duas pratas e um bronze).

Cesar Cielo vem logo atrás, na sexta posição, com oito (sete de ouro e uma de prata). E, se alguém estranhar por que o melhor nadador da história do Brasil tem esse desempenho “tímido”, explica-se: como o Pan, normalmente, é sempre disputado próximo a Mundiais, ele quase sempre priorizou esse outro torneio. Além de dividir a atenção, algumas vezes, com outros compromissos. Assim, esteve apenas no Rio 2007 e em Guadalajara 2011.

Na sequência, Kaio Márcio de Almeida é o oitavo da lista, também com oito pódios, mas menos ouros (três, além de três com a prata e dois com o bronze).

E, por fim, Djan Madruga, com 11 medalhas, mas sem ter ido ao lugar mais alto (soma cinco de prata e seis de bronze).

Intercalados com esse pessoal, quem mais se destaca é o povo do tênis de mesa. Hugo Hoyama é o segundo brasileiro que mais conquistou medalhas em Pans, com 15 (dez de ouro, uma de prata e quatro de bronze), e Cláudio Kano, o quarto, com 12 (sete de ouro, três de prata e duas de bronze).

Este ano, em Lima, não será diferente. Apesar de muita gente também estar disputando o Mundial de piscina longa (50 metros) de Gwangju, na Coreia do Sul, a equipe que viajará ao Peru contará com a força máxima.Já que os Estados Unidos estarão com um time C e o Canadá, com os reservas. Como dito antes, é quase certo que, mais uma vez, vai sobrar medalha no peito dos atletas brasileiros.

Assim, a natação vai se solidificando como o esporte que mais deu conquistas ao Brasil nas 17 edições do torneio. Somando-se todas, já são 177, com o atletismo na cola, com 172 – mas, esta, aquela disputa boa e sadia.

Não é preciso comparar o Pan à Olimpíada. É evidente a diferença entre os dois, o peso que cada um tem. Um não deve ser parâmetro de avaliação para o outro. A questão é curtir cada evento como ele merece.

As provas de natação em Lima começarão em 6 de agosto e vão durar cinco dias.

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