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Claus 100% na vela, um país de medalhas nos Jogos Pan-Americanos

Velejador é reconhecido nacionalmente e internacionalmente por sua técnica e tranquilidade nas competições

Blog|Ary Pereira Júnior

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Cláudio Biekarck vive a expectativa de conquistar mais um ouro
Cláudio Biekarck vive a expectativa de conquistar mais um ouro

Os Jogos Lima 2019 podem levar o velejador Cláudio Biekarck aos dois dígitos em medalhas conquistadas em Jogos Pan-Americanos, número superior ao total de pódios alcançados ao longo da história por dez dos 41 países que disputam a 18ª edição, inédita em solo e em águas peruanas. 

Carinhosamente chamado de Claus no meio da vela, o paulista de 68 anos tem 100% de aproveitamento na relação entre jogos disputados e pódios. São nove participações em Pans, desde 1975 no México, com a incrível sequência de nove medalhas, sendo oito em sua atual classe, a Lightning, e uma na Finn.

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Quando começarem as regatas na Baía de Paracas, 250 km ao sul de Lima, em 03 de agosto, Claus iniciará campanha para buscar o décimo pódio pan-americano ao lado de Gunnar Ficker, parceiro desde o ouro no Pan de Caracas (VEN) em 1983, e da proeira Isabel, filha de Gunnar. A partir do Pan de Toronto, a tripulação de Lightning passou a ser obrigatoriamente mista. Claus e Gunnar conquistaram bronze no Canadá com Maria Hackerott.

Além da coleção de medalhas pan-americanas, o velejador e treinador do Yacht Club Santo Amaro, na Represa Guarapiranga, obteve dois quartos lugares em Jogos Olímpicos na classe Finn. Respeitado e admirado internacionalmente pelos velejadores, Claus foi técnico de Robert Scheidt desde o primeiro ouro olímpico em Atlanta, em 1996, até o bicampeonato na Olimpíada de Atenas, em 2004.

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Às vésperas do início dos Jogos de Atlanta, Scheidt quase perdeu na raia de Savannah sua corrente de prata que enroscou em um equipamento do barco Laser e se rompeu durante um treino. No retorno ao clube, Scheidt, preocupado, levou a questão ao treinador, na ansiedade de encontrar alguém que reparasse a tempo o presente dado pela mãe, Carmem. Claus simplesmente amarrou os anéis da corrente com fio dental, devolvendo a Scheidt parte da energia que o ajudou a chegar ao topo do pódio.

Com a segurança e a serenidade que lhe caracterizam a personalidade, dentro e fora da água, Claus tentará fazer na Baía de Paracas o mesmo que fez nas nove edições anteriores do Pan. “A gente sempre vai com a expectativa e a confiança de que é possível conquistarmos um lugar no pódio”. O consagrado velejador considera como principais adversários, chilenos, norte-americanos e argentinos, atuais bicampeões mundiais.

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