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Clubes de futebol atuam na preparação de atletas olímpicos

Alguns dos atletas que brilham no Pan de Lima começaram suas carreiras na base dos grandes clubes brasileiros

Blog|Alessandro Lucchetti

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Isaquias Queiroz é esperança do Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Lima
Isaquias Queiroz é esperança do Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Lima

Os grandes clubes de futebol do Brasil não são tão importantes como deveriam ser na formação de atletas para as delegações nacionais que representam o país em competições como os Jogos Pan-Americanos e Jogos Olímpicos. Mesmo assim, contribuíram ou para a revelação ou para dar apoio a alguns personagens que representam o Brasil em Lima. Elaboramos uma lista que não é exaustiva, mas dá uma boa ideia do papel exercido pelos gigantes do futebol brasileiro no chamado esforço olímpico nacional.

1) Isaquias Queiroz


Isaquias, que recebeu com justiça o apelido de “Monstro da Lagoa” por ter aterrorizado os adversários na Lagoa Rodrigo de Freitas, durante a Rio 2016, voltou ao Flamengo. De 2010 a 2013, o bravo canoísta baiano foi atleta do clube. Em fevereiro deste ano, Isaquias assinou novo contrato com o clube da Gávea, com vigência até a Olimpíada de Tóquio 2020. Na Rio 2016, ele conquistou duas pratas e uma medalha de bronze, e é o grande nome da canoagem velocidade do Brasil em Lima.

2) Brandonn Almeida


Sócio do Corinthians desde a infância, Brandonn Almeida foi campeão do 4x100m medley no Pan de Toronto-2015 e bronze nos 1.500m. Brandonn foi o único integrante do clube na delegação que foi ao Canadá que é cria das divisões de base do Parque São Jorge. “Frequento o clube desde pequeno. Participava de tudo, passava o fim de semana lá. Pude acompanhar a evolução das instalações, e isso é muito legal. A piscina nem tinha blocos direito, as raias eram horríveis, a sala de musculação quase não tinha aparelhos. Hoje o clube oferece toda a estrutura necessária", disse o jovem, em entrevista ao portal iG. Brandonn atualmente treina nos EUA, na Carolina do Sul, mas ainda representa o clube em competições nacionais.

3) Bruna Wurtz


A carioca Bruna Wurtz começou a patinar no clube Vila Souza. Depois, passou pela Portuguesa de Desportos, que tem história na patinação e possui equipe de hóquei sobre patins. Competiu depois pelo Palmeiras, que também cultiva esportes sobre patins. O grupo Periquitos em Revista, que faz o mais tradicional show de patinação do Brasil, é ligado ao clube. O alviverde também já teve equipe de hóquei. Durante alguns anos em que voltou a morar no Rio, Bruna patinou no Fluminense. Hoje, a campeã de patinação artística do Pan de Lima mora e treina em Barcelona, e representa em competições no Brasil o clube de Marcel Stürmer, que foi tetracampeão dos Jogos Pan-Americanos.

4) Cosme Nascimento


Cosme Nascimento, paulista de Cajamar, representou o Palmeiras no Pan de Lima. O superpesado (mais de 91kg) assegurou lugar na delegação nas seletivas da modalidade, na Nicarágua. Ele integra a seleção brasileira de boxe desde o ano passado, quando se sagrou campeão paulista e brasileiro, além de ter faturado o ouro na Copa del Pacífico, no Equador. Em Lima, Cosme deu azar no sorteio e pegou um representante da escola cubana, Dainier Christi. O ilhéu despachou o valente palestrino nas quartas de final.

5) Isaac Souza Filho

O Botafogo não tem plataforma, trampolins e poço. Mesmo assim, o clube voltou a investir em saltos ornamentais em 2016. O clube da Estrela Solitária teve uma equipe de saltos ornamentais no início do século passado, que treinava na Praia de Botafogo. O departamento foi encerrado em 1958. Em 1976, o clube reativou a modalidade, mas a iniciativa não perdurou. Na equipe botafoguense desde sua mais recente retomada, em 2016, Isaac Souza Filho foi destaque do Brasil no Mundial de Esportes Aquáticos de Gwangju, na Coreia do Sul. Ele ficou bem próximo da vaga olímpica na plataforma de dez metros individual. Terminou na 13ª posição entre 48 participantes, a apenas 12 de uma vaga na final e da classificação para a Olimpíada de Tóquio. Na disputa sincronizada masculina de plataforma, Isaac, de 20 anos, ao lado de Kawan Pereira, conseguiu uma inédita vaga para a final. Os brasileiros concluíram sua participação na 12ª posição. No Pan de Lima, Isaac é esperança de medalha.

6) Juliana Veloso

A veterana Juliana Rodrigues Veloso, revelada pelo Fluminense, vai representar novamente o Brasil nas disputas de saltos ornamentais dos Jogos Pan-Americanos. Aos 38 anos, ela tem no currículo a prata da plataforma de dez metros de Santo Domingo-2003. Na mesma competição, obteve ainda o bronze no trampolim de três metros. No Pan do Rio, voltou a medalhar na plataforma de dez metros, na terceira colocação.

7) Evelyn Larissa e Luana Ariescha

Evelyn Larissa e Luana Ariescha, integrantes da equipe do Corinthians 3x3, foram convocadas para integrar a equipe brasileira da modalidade nos Jogos Pan-Americanos de Lima. Luana, reserva na seleção, é a vice-líder do ranking nacional da modalidade e a primeira na categoria sub-23. Evelyn, com arremessos certeiros de trás da linha de dois pontos, saltou o Brasil no jogo contra a Venezuela, no primeiro dia de disputas do 3x3.

8) Wellington Bezerra da Silva

O pernambucano Wellington Bezerra da Silva, o Cipó, correu durante quatro anos pela equipe do Cruzeiro, que extinguiu a equipe no final do ano passado. Cipó, sentindo muitas dores, concluiu a maratona do Pan de Lima na décima colocação. Um dos momentos de maior brilho na carreira do fundista foi a 11ª colocação na Maratona de Berlim de 2018, melhor resultado de um brasileiro na história.

Na ginástica, Jade Barbosa e Flávia Saraiva são alguns dos destaques do Flamengo
Na ginástica, Jade Barbosa e Flávia Saraiva são alguns dos destaques do Flamengo

9) Jade Barbosa, Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira

A ginástica do Flamengo é representada no Pan pela veterana Jade Barbosa, por Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira. Flávia foi revelada pela ONG Qualivida/Três Rios, fundada pela treinadora Georgette Vidor. Jade lesionou o joelho esquerdo num treinamento antes do início das competições no Pan e não pode ajudar o Brasil, que sonhava com a medalha de ouro. A veterana foi revelada pelo Flamengo. Lorrane também praticou seus primeiros movimentos no clube da Gávea. Ela estreou pela seleção brasileira em 2015, quando completou 16 anos.

10) Anna Giulia Veloso, Luisa Borges e Maria Bruno

As três atletas do Fluminense vão participar das disputas de nado artístico. Estreante em Jogos Pan-Americanos, Anna Giulia competirá na equipe livre, na equipe técnica e na rotina livre combinada, assim como Maria Bruno. Já Luísa Borges disputará as três categorias, além do dueto livre e do dueto técnico.

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