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Construindo uma história positiva

Seguindo uma filosofia comum em outros países, Brasil conquista resultados históricos em modalidades que distribuem muitas medalhas no Pan 2019

Blog|Marta Teixeira

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Na estreia do revezamento misto no Triatlo, o Brasil conquistou o ouro com Luisa Baptista, Vittoria Lopes, Kaue Willy e Manoel Messias.
Na estreia do revezamento misto no Triatlo, o Brasil conquistou o ouro com Luisa Baptista, Vittoria Lopes, Kaue Willy e Manoel Messias.

Os Jogos Pan-Americanos Lima 2019 ainda estão no começo, mas o Brasil já tem bons motivos para comemorar. Três modalidades encerraram suas participações no evento, garantindo resultados recordes de desempenho. Ginástica artística, taekwondo e triatlo obtiveram o maior número de medalhas para o país na história. Foram 22 conquistas obtidas nos três torneios.

No taekwondo foram sete pódios (2 - 2 -2). As medalhas vieram com Edival Pontes (ouro até 67kg), Ícaro Martins (prata até 80 kg) e bronzes com Paulo Ricardo Melo (até 58 kg) e Maicon de Andrade (até 80 kg) no masculino e com Milena Titoneli (ouro até 67 kg), Talisca Reis (prata até 49 kg).


Até então, o melhor rendimento havia sido nos Jogos Rio 2007 com seis medalhas: uma de ouro, duas de prata e uma de bronze. A presença da medalhista olímpica Natália Falavigna (Pequim 2008) na gerência técnica foi um diferencial importante para o sucesso do projeto que permitiu essa evolução.

Melhor ainda do que o taekwondo fez a ginástica. Em quatro dias de disputas foram 11 pódios (4 -4 -3). Medalhas de ouro para a equipe masculina, Francisco Barretto (cavalo com alças e barra fixa) e Caio Souza (individual geral). Caio ainda conquistou prata nas paralelas. Arthur Nory foi prata tanto no individual geral quanto na barra fixa e Arthur Zanetti ficou com a prata nas argolas. Os bronzes vieram no feminino: por equipe e com Flávia Saraiva no individual geral e no solo.


Numericamente, o rendimento foi o mesmo da edição Rio 2007, mas a qualidade das medalhas subiu. Na capital Fluminense, foram quatro ouros, duas pratas e cinco bronzes.

Último a assegurar medalha nesta terça-feira, Barretto fez questão de ressaltar o trabalho coletivo na conquista. Resumo sincero das diretrizes que têm marcado a evolução da modalidade. Desde a importação de técnicos estrangeiros no final dos anos 90, início dos 2000, para impulsionar o desenvolvimento da seleção feminina, até a confiança no trabalho realizado por treinadores nacionais no masculino, a modalidade combinou investimento a uma programação valorizando a presença em torneios internacionais para auxiliar essa evolução. 


Completando a trinca histórica, o triatlo esteve no pódio quatro vezes (2 - 2 - 0) na capital peruana. Ouro para a equipe mista, estreante no programa Pan-Americano, e para Luísa Baptista, e prata para Vittoria Lopes e Manoel Messias. Resultado inédito e que abre boas perspectivas para a modalidade.

Tão bom quanto ver os atletas brasileiros se destacando na competição é constatar a evolução do país em modalidades que podem contribuir de maneira expressiva para o desempenho nacional no quadro de medalhas em eventos de múltiplos esportes, como Jogos Pan-Americanos e Olimpíadas.


Países como Cuba, Estados Unidos e vários europeus sempre aproveitaram a profusão de medalhas distribuídas em modalidades como boxe, lutas variadas, levantamento de peso e etc para se manter na liderança da classificação dessas competições. O Brasil começa a explorar essa vertente com estratégia.

Na capital peruana, ainda há muitas esperanças em outras modalidades desse mesmo escopo, como boxe, vela e judô, por exemplo, nos quais o Brasil já tem tradição e em outras nas quais está evoluindo, como canoagem e outras. É torcer para que isso continue até Tóquio 2020 e daí por diante.

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