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Isaquias e Ana Marcela: a força da Bahia em Lima

Retrospecto dos atletas fortalece chance de medalha para Isaquías na canoagem e Ana Marcela na natação

Blog|Tatiana Ramil

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O baiano de 25 anos tem quatro medalhas de ouro e 10 no total em mundiais de canoagem velocidade
O baiano de 25 anos tem quatro medalhas de ouro e 10 no total em mundiais de canoagem velocidade

Embalados por conquistas importantes, incluindo várias medalhas de ouro em campeonatos mundiais, os baianos Isaquias Queiroz e Ana Marcela Cunha chegam aos Jogos Pan Americanos de Lima como dois destaques da delegação brasileira.

A nadadora Ana Marcela ganhou este mês o ouro na maratona dos 5 km no Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, em Gwangju, na Coreia do Sul, e tornou-se tetracampeã mundial na prova dos 25 km. A brasileira coleciona em mundiais 11 ouros (25km em 2011, 2015, 2017 e 2019, além dos 5km de 2019), duas pratas (10km em 2013 e prova por equipes em 2015) e quatro bronzes (5km em 2013 e 2017, 10km em 2015 e 2017). Essas conquistas a colocam como a maior medalhista da história da competição.

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Também no mundial da Coreia do Sul, Ana Marcela garantiu vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, na prova dos 10 km, ao terminar em quinto lugar. A medalha olímpica é o grande objetivo da brasileira. Antes, porém, ela tem a chance de tentar sua primeira medalha em Jogos Pan Americanos na mesma prova dos 10 km, em Lima. Com duas participações em Pans até agora, a nadadora de 27 anos nunca subiu ao pódio. Desta vez, ela tem tudo para levar uma medalha.

Natural de Salvador, Ana Marcela começou a nadar com menos de dois anos, incentivada pelos pais, que são fãs de esporte - a mãe fez ginástica rítmica, e o pai, natação. Aos 15 anos, foi convidada para treinar em Santos, e a carreira deslanchou.

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Tudo corria dentro dos trilhos até que, em 2016, Ana Marcela passou por turbulências. Favorita a uma medalha nos Jogos do Rio, ficou em 10º lugar, alegando que teve dificuldades para se alimentar, e no final daquele ano, passou por cirurgia para retirada do baço devido a uma doença autoimune. Nada que atrapalhasse os planos da baiana, que rapidamente retomou o caminho das vitórias.

Ana Marcela passa por desafios antes de estreia no Pan. 

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Também nascido na Bahia, mas na cidade de Ubaitaba, Isaquias Queiroz passou por vários percalços logo na infância. Aos três anos, esbarrou em panela com água fervente e as graves queimaduras o deixaram internado por um mês. Aos 10 anos, ele tentou subir em uma árvore para ver uma cobra morta que estava pendurada em um galho de uma mangueira, se desequilibrou e caiu sobre uma pedra. Teve hemorragia interna e perdeu um de seus rins. Esses são apenas alguns dos obstáculos superados por Isaquias para se transformar num canoísta de sucesso.

O baiano de 25 anos tem quatro medalhas de ouro e 10 no total em mundiais de canoagem velocidade. Em junho deste ano, no fechamento da etapa de Duisburg da Copa do Mundo de Canoagem Velocidade, na Alemanha, Isaquias desbancou o bicampeão mundial da prova C1 1000m, o tcheco Martin Fuksa, um de seus principais concorrentes rumo aos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, e saiu com a medalha de ouro.

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Diferentemente de Ana Marcela, seu conterrâneo possui medalhas em Pans e Olimpíada. Isaquias levou dois ouros e uma prata em Toronto 2015 e, em 2016, no Rio, tornou-se o maior medalhista do Brasil em uma Olimpíada, com três conquistas, sendo duas pratas e um bronze.

Alguém duvida da força destes dois atletas? Em Lima, eles têm nova chance de brilhar.

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