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Jade é a primeira decisão difícil do Pan Lima 2019

O que significará para a equipe brasileira um corte da atleta por lesão?

Blog|Marta Teixeira

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Ginasta mais experiente do Brasil, Jade Barbosa pode desfalcar a equipe nos Jogos Pan-Americanos.
Ginasta mais experiente do Brasil, Jade Barbosa pode desfalcar a equipe nos Jogos Pan-Americanos.

O Brasil deve anunciar ainda hoje se a ginasta Jade Barbosa terá condições de disputar os Jogos Pan-Americanos Lima 2019. Na quarta-feira (24), durante o treino de pódio, a brasileira lesionou o joelho esquerdo e deixou o tablado mancando.

Com dores, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) confirmou que a ginasta sofreu uma torção. Para definir seu futuro, ou a falta dele, nesse Pan, Jade foi submetida a uma ressonância magnética para avaliar a gravidade de sua lesão e os riscos que envolvem competir na capital peruana.


Jade Barbosa se machuca e sai chorando de treino

Inicialmente prevista para esta quinta-feira (25), a decisão sobre a possibilidade de cortá-la dos Jogos foi adiada para hoje, sexta-feira (26). Vamos ver se agora sai...


Importante relembrar que a decisão levará em conta não apenas os Jogos Pan-Americanos, mas também o Campeonato Mundial de Ginástica Artística, em outubro, em Stuttgart. Se competir em Lima colocar em risco a possibilidade de Jade estar 100% na Alemanha, não tem nem o que pensar: é ficar longe dos tablados, fazer o tratamento necessário e voltar para o Brasil o mais rápido possível para completar sua recuperação.

É uma pena, claro. Jade é a ginasta mais experiente da atual equipe brasileira e uma líder natural nesse grupo. Caso sua ausência se confirme, será o segundo desfalque importante da modalidade nesta edição do Pan.


Em junho, Rebeca Andrade, esperança de pódio, sofreu uma entorse no ligamento cruzado anterior do joelho direito durante o Brasileiro de Especialidades. A lesão demandou cirurgia e Rebeca só voltará a treinar dentro de seis meses. A previsão para recuperação total é de 8 meses.

Sem elas, certamente os desafios da equipe brasileira no Pan crescem. Mesmo assim, as atletas que estão em Lima mantêm a condição de brigar por pódios e assegurar uma boa participação do país na modalidade.


A tradição da ginástica feminina brasileira em Pan-Americanos é enorme. Já são 21 medalhas desde o primeiro bronze por equipes nos Jogos de Caracas 1983. De lá para cá temos mais três ouros, três pratas e 14 bronzes. É esperar para ver...

As disputas na ginástica feminina começam neste sábado com a classificação e final por equipe. O Brasil está na subdivisão 3, juntamente com Estados Unidos, Peru, Bolívia, Costa Rica, El Salvador e Uruguai.

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