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Ygor Coelho pode faturar ouro inédito para o Brasil no badminton

Desde que a modalidade estreou no Pan, o país soma duas pratas e três bronzes no histórico da competição

Blog|Marcelo Romano

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Ygor Coelho é esperança do Brasil na modalidade
Ygor Coelho é esperança do Brasil na modalidade

O badminton já revelou o chaveamento para os Jogos Pan-Americanos. O Brasil tem chance de conseguir um ouro pela 1º vez na história da modalidade. Ygor Coelho é o cabeça de chave número 1. Desde que a modalidade estreou em Mar Del Prata 1995, o Brasil soma cinco medalhas, sendo duas de prata e três de bronze.

Ygor Coelho se desenvolveu bastante após participar dos Jogos Olímpícos de 2016. Ele é o atual bicampeão do continente e chegou a ser 30º do ranking mundial. Ano passado venceu dois jogos no campeonato mundial e neste ano, com alguns problemas físicos, perdeu em vários torneios nas primeiras rodadas e caiu para o 59º lugar. Mesmo assim, é o melhor ranqueado do Pan.


A estreia do atleta é contra Uriel Artiga de El Salvador e não deve ter o menor problema para vencer. Até as semifinais, o adversário mais perigoso deve ser o cubano Leodanni Martínez. Na semifinal pode encarar o canadense Jason Ho-shue ou o mexicano Lino Munoz.

Os três principais adversários de Ygor estão do outro lado da chave, ou seja, só enfrentam o brasileiro na final. O guatemalteco Kevin Cordón, de 32 anos, é o atual bicampeão dos Jogos Pan-americanos. O cubano Osleni Guerrero é 84º do ranking mundial. Já o canadense Brian Young, de 18 anos, tem conseguido bons resultados este ano e venceu Ygor no Brazil Open, em maio. Também na chave masculina pelo Brasil competem Francielton Farias e Artur Pomoceno.


No feminino, a representante do Brasil na última Olimpíada, Lohaynny Vicente, não foi convocada por divergências com a Confederação. A esperança de medalha é Fabiana Silva, cabeça de chave 4 e 117ª do ranking mundial. O ouro tem uma grande favorita: a canadense Michelle Li, que é a atual 14º do ranking e bicampeã dos Jogos Pan-Americanos. Fabiana só cruzaria com Li em uma final, mas antes vai precisar superar algumas adversárias de bom nível como a cubana Taymara Pupo ou a canadense Rachel Ronderich. Na chave feminina, também pelo Brasil, Samia Lima e Jaqueline Lima estão na competição.

O badminton nos Jogos Pan-Americanos também tem disputas em duplas. Nas masculinas, o Brasil terá os irmãos piauienses Fabrício e Francielton Farias. Para sonhar ao menos com bronze precisarão vencer 2 jogos. Como fugiram dos cabeças de chave do Canadá e Estados Unidos, têm alguma chance. Mesma situação de Tamires Santos e Fabiana Silva nas duplas femininas. Jaqueline Lima e Sâmia Lima têm chave mais complicada. Nas mistas, Fabricio Farias e Jaqueline Lima podem cruzar com a dupla canadense cabeça 1, nas semifinais.

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