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Repórter Record Investigação mostra o avanço do crack no interior do Nordeste

Programa desta quinta (11) revela a dor das famílias e como muitos usuários acabam jurados de morte por traficantes

Repórter Record Investigação|Do R7

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Cidade interior do nordeste que sofre com o avanço do crack
Cidade interior do nordeste que sofre com o avanço do crack

O Repórter Record Investigação dessa quinta-feira (11), vai mostrar o avanço devastador do crack em cidades pequenas do Nordeste.

Dos grandes centros urbanos, o crack entrou de vez nas pequenas cidades brasileiras. Um avanço avassalador, que atinge principalmente os jovens mais pobres.


Atualmente, o país não tem nenhuma pesquisa sobre o número de usuários em municípios com menos de 30 mil habitantes. O estudo mais completo foi divulgado lá atrás, em 2013, pela Fiocruz do Rio de Janeiro.

A região nordestina concentrava, na época, quase metade dos dependentes. Os repórteres Romeu Piccoli, Gisele Barbieri e Michel mendes viajaram pelo interior do Nordeste para mostrar como as famílias enfrentam esse problema. E se existe amparo social aos que precisam de ajuda. A edição é de Ivandra Previdi.


Repórter Romeu Piccoli conversa com moradores afetados pelo avanço do crack
Repórter Romeu Piccoli conversa com moradores afetados pelo avanço do crack

Além disso, os jovens acabam se endividando com os traficantes. E muitos deles são jurados de morte e assassinados.

Do Carlos Alexandre, só sobraram as lembranças gravadas em imagens. E a dor profunda da mãe. "Se eu internasse meu filho, hoje ele não estaria debaixo da terra", diz dona Dalva.


Dona Dalva tentou de tudo para afastar o filho do crack, que ele descobriu ainda criança. Carlos Alexandre vendeu botijão, ventilador e ferro elétrico para usar pedra. Para mantê-lo longe das drogas, ela o acorrentou ao pé do sofá da sala. Mas não adiantou. Dois meses depois, ele fugiu e foi assassinado em seguida. "Eu sabia que ele iria ser morto, tinha certeza", confessa a mãe.

Nataly, de 17 anos, também é dependente. Sua mãe passou madrugadas em claro, percorreu favelas, lidou com traficantes. Tudo para descobrir o paradeiro da menina, também ameaçada de morte por traficantes.


"Entrei em lugares onde não deveria para resgatar minha filha. Sempre pedi ajuda, mas nunca consegui interná-la", desabafa a mãe, que prefere não se identificar.

Nossa equipe também vai contar a história de um casal que vive em função do álcool e do crack. Francisco e Meirinha deixam de comprar comida para usar droga, muitas vezes na frente dos filhos.

Meirinha e Francisco, respectivamente
Meirinha e Francisco, respectivamente

"Eu não deixo meus filhos jogados. Minha mente está sempre pensando neles", tenta justificar Francisco.

E mais: dona Ascelina se viu obrigada a se afastar do filho caçula. Por causa do crack, o jovem ficava incontrolável. Quebrava a casa e agredia a mãe.

Hoje, Dona Ascelina está mais segura com o ele na cadeia.

"Tudo o que você pode imaginar que um filho pode fazer de ruim para uma mãe meu filho fez", revela dona Ascelina.

Você não pode perder o Repórter Record Investigação desta quinta-feira (11), às 22h30. É logo depois da novela Topíssima.

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