Câmera Record mostra a triste realidade do trabalho infantil no Brasil
Reportagem vai ao ar neste domingo (25), a partir das 23h15
Câmera Record|Do R7

Um dado triste e preocupante: quase três milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos trabalham no Brasil. A maioria, no campo, segundo o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O Câmera Record deste domingo (25) viaja pelo país para mostrar, com exclusividade, como é a vida de meninos e meninas que desde muito cedo ajudam os pais a colocarem comida dentro de casa.
Cruzeiro do Sul, no Acre, é uma das maiores produtoras de farinha de mandioca. São 23 milhões de quilos por ano. Lá, crianças trabalham como gente grande e ajudam os pais a pagarem dívidas. Meio sem jeito, Júlio (nome fictício) afirma:
— Eu ganho R$ 200 por mês, dou tudo para minha família.
No Nordeste, crianças arriscam a própria saúde limpando tripas de boi em matadouros públicos. Incentivados pelos próprios familiares, muitos abandonam a escola em troca de R$20 por dia. Um adolescente de 16 anos revela.
— Compro roupa, ajudo em casa, compro chinelo, tudo!
Em meio as belezas da Amazônia paraense, meninos usam os pés e as mãos na produção de telhas nas olarias clandestinas da região. Eles chegam a preparar 100 telhas por dia para ganhar apenas R$ 7. Um serviço pesado, perigoso, que pode comprometer a vida deles para sempre.
— De manhã eu vou trabalhar às oito horas, sete horas, depois volto pra casa pra almoçar, volto de novo, meio dia, uma hora. Aí, paro quatro horas, cinco horas, e vou para casa.
Câmera Record também investiga a existência de trabalho infantil nas carvoarias do Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais. A equipe do programa rodou mais de mil quilômetros pelo estado mineiro e encontrou um homem que assume contratar menores de idade. Mão de obra mais barata aumenta o lucro, segundo ele.
— Se hoje, na média, o dia normal é R$ 40, você consegue um adolescente até por R$ 20.
A reportagem vai ao ar no Câmera Record deste domingo (25), a partir das 23h15, na Record TV. Não perca!















