Câmera Record percorre o Brasil e avalia o descaso no transporte escolar
"O motorista ficava tomando cerveja, até as crianças saírem da escola", relata mãe de aluno
Câmera Record|Do R7

O Câmera Record apresenta nesta quinta-feira (17) um levantamento minucioso, feito ao longo de todo o ano letivo de 2016. Nossos repórteres percorreram o país para avaliar a qualidade do transporte escolar e separaram quatro histórias exemplares – uma lição de descaso.
No interior do Acre, acompanhamos a saga de crianças da Amazônia para chegar à sala de aula. Meninos e meninas que acordam às 4h30 e caminham descalços por quilômetros até chegar ao Rio Puns. A partir daí, seguem viagem em barcos sucateados, pilotados por eles mesmos, sem coletes salva-vidas. Muitos dos barqueiros mirins não sabem nadar.
No Maranhão, o Câmera Record refaz os passos de uma tragédia. Nossa equipe encontra os pais dos oito adolescentes mortos num acidente com um caminhão pau-de-arara que os levava para a escola, em 2014. Silvia, que perdeu dois filhos na ocasião, Emily, de 15, e Samily, 14, faz uma denúncia na reportagem.
— O motorista ficava no bar, tomando cerveja até as crianças saírem da escola.
Já a avó de Jefferson, de 16, outra vítima do transporte precário na comunidade Madragoa, em Bacuri, lamenta o ocorrido.
— Todo dia eu me lembro dele.
Desde o acidente, pouca coisa mudou na região, a 500 quilômetros da capital São Luís. Nossos repórteres encontram ônibus escolares abandonados e explicam a trama política por trás do problemático sistema de transporte escolar na cidade.
E ainda: a falta de gasolina que impede crianças ribeirinhas de ir para a escola em Manaus e o homem acusado de molestar as meninas que levava para o colégio, na Baixada Fluminense.
Como escolher o melhor motorista para transportar o seu filho? A que detalhes do veículo você deve estar atento?
As respostas, nesta quinta-feira (17), logo depois do Jornal da Record.















