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Mãe e filha morrem após envenenamento de bolo em festa em SP

De acordo com a investigação, o principal suspeito é um sobrinho de uma das vítimas

Reportagem da Semana|Do R7

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Ana Maria de Jesus, de 52 anos, morava apenas com suas duas filhas, Larissa, de 21, e Maria Eduarda, de 19. No dia 7 de junho, suas filhas foram ao aniversário de uma criança da família. Ana Maria foi a única que não compareceu, por estar resfriada. Todos os convidados comeram doces e um bolo, feito especialmente para o aniversário. Câmeras de segurança registraram a chegada de um sobrinho à casa de Ana Maria, um dia depois da festa. Em sua mão guardava um pedaço do bolo, que ele levou para a tia.  

Os primeiros sintomas vieram no dia seguinte. Ana Maria passou mal e foi socorrida em estado grave. Naquela mesma noite, enquanto a mãe estava internada, a filha Larissa e uma sobrinha, de 16 anos, voltaram para casa e comeram, sem saber, o que havia restado do bolo. Logo começaram os sintomas. Em um áudio gravado, a sobrinha demonstra o desespero ao ver Larissa passando mal: "Mano, eu não sei o que fazer. Ela está convulsionando...". 

Quando o socorro médico chegou, a jovem Larissa já estava morta. A sobrinha não passou mal porque teria comido um pedaço muito pequeno do bolo. Ana Maria ficou quase dois meses no hospital e morreu no dia 29 de julho, de parada cardíaca. Para confirmar a suspeita de envenenamento, foram feitas análises de sangue das vítimas e também do bolo consumido por elas.  

O laudo toxicológico do bolo ainda não foi divulgado pela Polícia. Já o exame de sangue de Larissa, deu positivo para uma substância chamada Terbufós, composto químico altamente tóxico, usado em inseticidas e componente do veneno conhecido popularmente como chumbinho. 

De acordo com a investigação, o principal suspeito é o homem que levou o bolo para a tia, Leonardo Adriano Barsani, de 43 anos. A esposa dele, Patrícia de Jesus Santos, também é investigada. A defesa de Leonardo e Patrícia nega as acusações. 

O advogado Guilherme Arantes diz que o casal está cooperando ativamente com as investigações e explica as buscas. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirma que o caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e que, no dia 8 de outubro, foram cumpridos mandados de busca, resultando na apreensão de oito celulares para a extração de dados. A Justiça negou o pedido de prisão temporária do casal. 


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