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Esquema de propinas na Alerj movimentou mais de R$ 54 milhões

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Cidade Alerta RJ|Do R7

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Procuradores do MPF (Ministério Público Federal) afirmaram nesta quinta-feira (8) que o esquema de pagamento de propinas na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), que levou hoje à prisão de dez deputados estaduais, movimentou R$ 54,5 milhões em quatro anos, com pagamentos mensais aos parlamentares que iam de R$ 20 mil a R$ 900 mil. O MPF qualificou a Alerj como "verdadeira propinolândia". De acordo com as investigações, o esquema pagava valores mensais aos deputados envolvidos para que eles votassem projetos de acordo com os interesses de Sérgio Cabral, que é apontado como o chefe da organização criminosa e, na época, era governador do Rio. Além dos dez deputados e dos nove assessores, a polícia também prendeu Affonso Moneratt, atual secretário estadual de Governo. Ele seria o responsável por cuidar da transição de poder entre Luiz Fernando Pezão e o novo governador, Wilson Witzel.

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