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Repórter Record Investigação

Vítimas de abusos no Haiti buscam justiça e reconhecimento da paternidade dos filhos

Algumas tentaram contato com autoridades internacionais como a ONU e o Exército Brasileiro, mas receberam pouco ou nenhum retorno sobre suas denúncias

Repórter Record Investigação|Do R7

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Durante a missão de paz no Haiti pela Organização das Nações Unidas (ONU), várias mulheres foram vítimas de violência sexual cometida por militares. Anos depois do término da Missão Minustah em outubro de 2017, essas mulheres ainda lutam por justiça e pelo reconhecimento dos filhos gerados desses abusos.  

Apesar dos esforços para realizar testes de DNA que comprovem a paternidade e buscar apoio legal com advogados locais sem custos adicionais, muitas não obtiveram respostas concretas. 

A maioria dessas vítimas desconhece os nomes dos soldados responsáveis pelos abusos devido ao medo ou à falta de informações durante o período em que as tropas estavam presentes no país. Algumas tentaram contato com autoridades internacionais como a ONU e o Exército Brasileiro, mas receberam pouco ou nenhum retorno sobre suas denúncias. Entre 2007 e 2024 foram registradas 123 denúncias relacionadas à violência sexual durante a Minustah junto à ONU.  

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