Luanne no ‘Palco’: a alma do sertanejo raiz
Palco Record|Do R7
O universo da música sertaneja e a tradição portuguesa cruzaram-se nesta entrevista do ‘Palco’. O programa recebeu Luanne, uma artista brasileira que escolheu Portugal como a nova base para expandir a sua carreira e levar a sua verdade musical ao público europeu e a toda a lusofonia.
Vinda de uma família de músicos — com um pai guitarrista, uma mãe cantora e uma irmã baterista —, Luanne começou a cantar com apenas cinco anos. Mais tarde, aos 11, descobriu uma aptidão surpreendente para o violino, conseguindo dominar o instrumento em apenas seis meses. Embora tenha chegado a se formar em Enfermagem por gostar do “sentimento de cuidar das pessoas”, o apelo dos palcos falou mais alto.
O divisor de águas no Villa Country e a definição de sertanejo raiz
Natural de Pernambuco, a cantora teve um arranque de carreira fulgurante. Apenas dois meses após o seu início profissional, conseguiu estrear-se no Villa Country, a maior casa de música sertaneja da América Latina. O espaço tornou-se um ponto fixo na sua agenda mensal e funcionou como o grande impulsionador do seu trabalho.
Questionada sobre a sua preferência pelo sertanejo de raiz, Luanne explicou a diferença crucial para as vertentes mais modernas do género:
"O sertanejo raiz é aquele que toca a alma, é sentimento puro. É o ‘modão’ que fala sobre o amor, sobre o campo, sobre a paz… e também sobre aquele amor negativo que às vezes acontece na nossa vida."
Casamento cinematográfico e a nova vida em Portugal
Se a música de Luanne é feita de sentimentos intensos, a sua vida pessoal não lhe fica atrás. A artista partilhou no ‘Palco’ a história digna de guião de cinema sobre como conheceu o marido num restaurante com música ao vivo, no Brasil. “Foi um encontro de almas. Conhecemo-nos num domingo e casámo-nos em menos de 24 horas”, revelou.
O casal mudou-se para Portugal para viver e para que a artista pudesse abraçar o mercado europeu. Encantada com a gastronomia e com o acolhimento do povo português, Luanne decidiu retribuir o carinho com uma surpresa arrojada: começar a explorar e a interpretar Fado.
Para fechar a entrevista com chave de ouro, a cantora assumiu o microfone e arriscou uma interpretação poderosa e a capella de ‘Barco Negro’, um dos fados mais famosos do repertório português. O resultado foi a fusão perfeita de uma alma genuinamente brasileira com um sentido toque de portugalidade.
Últimas


Fernanda Abreu celebra 30 anos do icónico álbum ‘Da Lata’
A “garota carioca, swing sangue bom” recordou a passagem pela mítica banda Blitz e o processo de afirmação a solo

Élvio Santiago e Alexandre Faria no ‘Palco’
20 anos de uma amizade que nasceu na música


Marco Horácio no ‘Palco’
“O humor é uma arma ótima contra o medo”









