Polícia investiga se traficantes da Maré contrataram médicos para trabalharem a serviço do tráfico de drogas
.
Balanço Geral RJ|Do R7
O médico sequestrado e o motorista da ambulância sequestrada na Upa da Maré, zona norte do Rio, prestaram depoimento e contaram aos policiais a dinâmica da ação dos criminosos. Em depoimento, o motorista revelou a polícia que ficou sob a mira dos bandidos e que foi obrigado a retirar o uniforme para que um deles vestisse. O sequestro aconteceu após uma troca de tiros com policiais na avenida Brasil, por volta de 1h da manhã. No tiroteio, um PM e um suspeito ficaram feridos. Horas depois, 50 criminosos armados invadiram a UPA do Complexo da Maré e exigiram que a equipe médica prestasse socorro ao suspeito que apresentava um lesão vascular grave. Em depoimento, o médico contou que o paciente deveria ser removido para o hospital, mas os criminosos não deixaram e sequestraram o médico. Segundo as investigações, a ambulância roubada rodou cerca de 111 km e o médico foi mantido o tempo todo de cabeça baixa. Assim que o veículo chegou em uma clínica, o médico foi colocado em um carro preto e levado de volta para a UPA. A polícia ainda suspeita que entre os traficantes existiam médicos a serviço do tráfico de drogas. O médico disse também que, antes da saída da unidade, apareceram dois homens que lhe fizeram perguntas sobre o quadro de saúde do paciente. Para a vítima, eles aparentavam ser da área médica, devido às perguntas feitas e pela conduta assumida.















