Conheça o projeto ‘Noir’, de Sandro Saldanha
Palco Record|Do R7
Há artistas que escolhem a música. E há outros em quem a música simplesmente acontece. No caso de Sandro Saldanha, tudo começou de forma natural e quase inevitável. Cresceu a ouvir o pai cantar fado, apaixonou-se por esse universo desde cedo e, sem dar por isso, já tinha uma guitarra nas mãos, tocava na escola e começava a ganhar os primeiros rendimentos através da música.
Hoje, com 51 anos e 34 anos de carreira, o artista descreve a música não como uma etapa, mas como o seu percurso de vida. Um caminho que começou no fado e que, ao longo do tempo, evoluiu para novas linguagens e abordagens artísticas.
Ao longo da carreira, Sandro Saldanha passou de intérprete de repertório tradicional para criador de temas originais, assumindo uma identidade artística mais pessoal. Dessa evolução nasce o projeto ‘Noir’, onde o fado dialoga com influências como a bossa nova e o blues, resultando numa sonoridade mais ampla e contemporânea.
Entre os temas deste projeto destaca-se ‘O Silêncio é o Meu Cais’, nascido durante a pandemia, refletindo um período de pausa, introspeção e reencontro pessoal. Já ‘Narcisos de Gravata’ aborda questões sociais e globais, como a guerra, o ambiente e o futuro das novas gerações, evidenciando uma vertente mais interventiva da sua escrita.
Para o artista, a música é também uma forma de comunicação e impacto, defendendo que as canções devem transmitir mensagens e emoções capazes de gerar reflexão.
O projeto ‘Noir’ representa, assim, um ponto de viragem na sua carreira, marcando a afirmação de uma identidade autoral construída a partir de décadas de experiência no palco e na interpretação.
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