Blaya em ‘Palco’: a trajetória de uma artista em constante reinvenção
Palco Record|Do R7
Há carreiras que se constroem de forma linear. Outras, porém, fazem-se de adaptações sucessivas, cruzando territórios, línguas e experiências. É neste segundo grupo que se enquadra a trajetória da artista que cresceu entre o Brasil e Portugal e que hoje se afirma como uma presença versátil na música e no palco.
Natural do estado do Ceará, no Brasil, mas criada em Ferreira do Alentejo, em Portugal, a artista cresceu num ambiente marcado pela música e pela dança. Desde cedo, teve contato com ritmos brasileiros em casa e com práticas artísticas na escola, desenvolvendo uma relação espontânea com o movimento corporal e a performance.
Na adolescência, o interesse pela música intensifica-se, sobretudo pelo rap, influenciado por contatos com diferentes cenas urbanas em Portugal. Durante a sua adolescência, a artista deixou a casa dos pais e passou por uma fase de maior autonomia, durante a qual dá os primeiros passos mais estruturados no meio artístico, incluindo a gravação de um EP inicial.
A dança, contudo, sempre foi uma presença constante
Entre memórias de infância no Brasil e vivências comunitárias no Alentejo, construiu uma linguagem corporal própria, que viria a ser determinante na sua carreira.
Um dos momentos decisivos surge com a entrada no grupo Buraka Som Sistema, através de um casting para dançarina. Sem formação específica em kuduro ou dança afro, adaptou-se rapidamente, assumindo uma abordagem criativa que lhe valeu a integração no projeto. Com o tempo, e por necessidade de circulação internacional do grupo, acabou por assumir também uma nova função, consolidando a sua posição até se tornar uma das vozes do grupo.
O fenômeno ‘Faz Gostoso’
O reconhecimento internacional chega mais tarde com o tema ‘Faz Gostoso”, lançado em 2018, já no âmbito do seu projeto a solo. A música torna-se um fenômeno viral e marca o início de uma nova fase da sua carreira, com projeção além-fronteiras.
Em temas como ‘No Meu Tempo de Escola’, Blaya relembra a infância em Ferreira do Alentejo, incorporando elementos de memória pessoal e comunitária. A sua música cruza influências como kizomba, semba e samba, resultando num estilo festivo e híbrido, pensado para a dança e para a celebração.
Blaya tem vindo a desenvolver projetos que exploram a sua história pessoal, transformando experiências de vida em narrativa musical. Em paralelo, prepara espetáculos ao vivo que refletem essa fusão cultural entre Brasil e Portugal, reforçando a ideia de festa como espaço de encontro e identidade.
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