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Fernanda Hamann fala do seu livro ‘Zuca’

Palco Record|Do R7

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No livro ‘Zuca’, Fernanda Hamann conta a história de Bárbara, uma advogada brasileira que foge para Lisboa depois de cometer um crime de racismo no Brasil. O recomeço que imaginava tranquilo vira um embate envolvendo identidade e pertença.

O privilégio que se desfaz

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Bárbara é branca, de classe média alta, e acredita que mudar de país apaga o passado. Inspirado em casos reais de 2021, o romance mostra brasileiros que nunca tinham sentido discriminação no Brasil e que, em Lisboa, passam a viver esse susto. Em formato de diário, o livro expõe o racismo da protagonista nos discursos, sonhos e memórias. Bárbara deixa os leitores divididos, há quem a condene pelo crime e pela negação, e há quem se reveja na humilhação que enfrenta em Portugal.

Identidade que não se apaga



Zuca é o termo usado para brasileiros e marca a diferença. Bárbara quer ser europeia, tenta apagar o Brasil de si e copia o português europeu. Mas, aos olhos dos outros, continua a ser uma zuca. O romance usa esse choque para falar de migração, ‘branquitude’, colonialismo e da violência de renegar quem se é. Lisboa é cenário de acolhimento e de ferida. O livro transforma um caso individual numa reflexão maior: até onde se vai para deixar para trás a própria identidade?

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