Pecuária 4.0: como o crédito sustentável está redesenhando a produção na Amazônia
O Banco da Amazônia lidera o financiamento da agropecuária sustentável no Norte do país
Record Belém|R7 Conteúdo e Marca

A pecuária é uma das atividades econômicas mais tradicionais da Amazônia e também uma das que mais exigem reinvenção diante dos desafios climáticos. Hoje, ela vive uma transformação silenciosa: a Pecuária 4.0, que combina tecnologia, manejo sustentável e crédito estruturado para fazer do campo um aliado da floresta.
À frente dessa mudança está o Banco da Amazônia, instituição que lidera o financiamento da agropecuária sustentável no Norte do país. Com linhas de crédito voltadas à recuperação de pastagens, integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e digitalização das propriedades rurais, o banco tem contribuído para um novo paradigma produtivo: mais produtividade por hectare, menos pressão sobre a floresta.
“Nosso foco é gerar produtividade sem abrir novas áreas. O crédito rural precisa ser um instrumento de regeneração, não de expansão”, destaca Luiz Lessa, presidente do Banco da Amazônia.
Historicamente associada ao avanço sobre áreas nativas, a atividade bovina passa, agora, por uma revisão de modelo. Com apoio técnico e financeiro do banco, produtores rurais têm adotado métodos intensivos e sustentáveis, que regeneram o solo, aumentam a eficiência e asseguram produtividade com preservação ambiental.
Entre as principais linhas de crédito estão:
- FNO Amazônia Rural Sustentável
- FNO ABC+ (Agricultura de Baixo Carbono)
Esses financiamentos possibilitam práticas como adubação orgânica, plantio de espécies nativas em áreas de pastagem e uso de tecnologias de monitoramento digital: elementos-chave da Pecuária 4.0.
O crédito vem acompanhado de assistência técnica e condicionantes ambientais, garantindo retorno econômico ao produtor e impacto positivo no território.
Produtor conectado, floresta protegida
Um dos pilares da estratégia do Banco da Amazônia é fomentar a digitalização da cadeia produtiva. A instituição financia a implantação de sistemas de gestão rural, estações meteorológicas inteligentes, sensoriamento remoto e chips de monitoramento animal, permitindo ao produtor acompanhar indicadores como:
• Taxa de lotação;
• Ganho de peso;
• Emissão de carbono por animal.
Tecnologias antes restritas a grandes produtores agora chegam também a médios e pequenos, graças às condições diferenciadas oferecidas pelo banco — com juros reduzidos e prazos de pagamento de até 12 anos.
“A inovação é o novo cercado da Amazônia. Ela delimita o uso da terra de forma racional e produtiva”, afirma Fábio Maeda, diretor de Riscos e Controle do Banco da Amazônia.
Crédito como ferramenta de regeneração
Ao inverter a lógica histórica, em que o crédito impulsionava a abertura de novas áreas, o Banco da Amazônia passa a utilizar o financiamento como agente de regeneração ambiental. Cada operação é avaliada com base em critérios ESG e as propriedades financiadas passam a integrar uma rede de monitoramento ambiental contínuo.
O tema, inclusive, foi destaque durante a COP 30, reforçando o papel da agropecuária sustentável como componente essencial da transição ecológica.
Ao incentivar práticas regenerativas e digitais, o Banco da Amazônia demonstra que é possível produzir com rentabilidade sem comprometer a floresta e, sobretudo, com ela como aliada.
Para conferir mais sobre estas e outras medidas sustentáveis do Banco da Amazônia, confira o site da instituição!












