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As memórias de Miguel Thiré entre as luzes e as cortinas

Palco Record|Do R7

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Há uma grande diferença entre ‘fazer teatro’ e construir uma prática de representação com consciência, método e jogo. Na entrevista com o ator Miguel Thiré no ‘Palco’, uma ideia destaca-se: a arte precisa de equilíbrio. Não é só diversão nem apenas disciplina — é a combinação certa dos dois.

Entre as origens no teatro, experiências na televisão e a criação de peças envolventes, a trajetória de Miguel revela algo essencial para qualquer pessoa que trabalha com criação: a forma como se olha para si e para o outro transforma tudo.

Primeiras experiências no palco



A proximidade de Miguel com o teatro e a televisão desde a infância — numa família ligada ao palco e ao estúdio — gerou curiosidade e admiração. Aos 13 anos começou a fazer teatro amador, e aos 17 participou no espectáculo profissional ‘Tango, Bolero e Cha Cha Cha’, percebendo que era possível viver daquilo que até então parecia apenas brincadeira.

Quando o jogo vira método



Miguel Thiré recorda uma frase de Daniel Herz: “Só acredito em doses iguais de seriedade e prazer.”. A criação exige prazer, mas também estrutura. Só diversão torna a cena caótica; só disciplina a torna rígida e sem vida. O segredo está em preservar a energia da criança que brinca, que testa limites e encontra caminhos inesperados — combustível para método e descoberta.

Representar pessoas diferentes



Na televisão, Miguel destacou-se em ‘Poder Paralelo’ e ‘Sansão e Dalila’. Cada personagem é um modo diferente de olhar o mundo, ensinando o ator a questionar e compreender outras perspetivas, sem impor a sua própria.

Escolhas físicas, como dublês ou cavalgadas, transformam-se em memórias corporais e assinatura emocional. A experiência reforça a relação entre corpo, entrega e presença.

Peça ‘O Algoritmo’



Recentemente, Miguel realizou ‘O Algoritmo’, uma peça de teatro imersivo que transforma o público num ‘algoritmo humano’. Durante a apresentação, os espetadores exploram como os algoritmos digitais manipulam, isolam e moldam comportamentos, propondo uma inversão dessa lógica através da presença física e interação social.

Projeto futuro

O ator quer consolidar a sua assinatura como encenador e voltar ao palco, explorando trabalhos que desafiem a sua presença. Uma parceria com Gabriela Barros, sua mulher, promete intensidade e caos produtivo, equilibrando prazer e método.

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