De ‘Floribella’ à ópera: a trajetória versátil de Ana Cloe
Palco Record|Do R7
O programa ‘Palco Record’ recebeu esta semana a atriz, cantora e dobradora Ana Cloe. Numa conversa conduzida por Mahayla Haddad, a artista fez um balanço de uma carreira versátil e repleta de desafios — desde os tempos em que trocou a Biologia pelo Teatro até ao mais recente fenómeno de popularidade nas redes sociais, a série satírica ‘Vai-se Andando’.
Ao recuar no tempo, Ana Cloe recordou a marcante personagem Xana na novela infantojuvenil ‘Floribella’, que definiu como uma verdadeira escola televisiva, paralelamente ao fenómeno de ‘Morangos com Açúcar’:
"A Floribella foi uma grande oportunidade e uma escola importantíssima sob a direção do realizador brasileiro Atílio Riccó. Mas admito que o lado da exposição na vida privada foi difícil. Sou tímida e ficava sem jeito quando as pessoas vinham falar comigo na rua. Demorei algum tempo a ajustar-me."
Dobragens e estreia na ópera aos 48 anos
Para a atriz, a representação define a sua identidade, mas foi através da voz que descobriu uma nova camada de expressão. Como dobradora de filmes de animação, destacou a interpretação de Mamã Imelda no filme ‘Coco’ como um dos momentos mais marcantes do seu percurso, por ser um meio onde a timidez desaparece.
Assumindo-se também como cantora, Ana Cloe partilhou a emoção de se ter estreado na ópera aos 48 anos, a convite do encenador Rui Horta para o Ópera Fest:
"Esta profissão permite-nos estar sempre a ser surpreendidos. Estar na Aula Magna a cantar sem microfone ao lado de cantores líricos internacionais como o Eduardo Melo foi uma experiência incrível."
O fenómeno da série digital ‘Vai-se Andando’
Atualmente, o nome da atriz está em destaque nas plataformas digitais graças à série de comédia e crítica social ‘Vai-se Andando’, criada por Rui Malvarez. A série aborda, com humor, leveza e timing cómico apurado, os absurdos da rotina e da etiqueta digital do dia a dia.
A atriz destacou que a produção usa a ironia para fazer um espelho do comportamento social e do comodismo típico do “vai-se andando”. Ela explicou que a edição e o ritmo na comédia digital exigem máxima eficácia narrativa para prender o público num formato de consumo rápido.
Apesar dos comentários de haters inevitáveis no mundo virtual, a atriz sublinhou a enorme onda de carinho, visualizações e mensagens positivas que a equipa tem recebido dos fãs.
Inquirida sobre o balanço de toda a sua trajetória, a atriz não hesitou em responder que se sente “muito feliz” por ter escolhido a representação, reforçando que o trabalho de equipa e as relações humanas continuam a ser o verdadeiro motor da sua paixão pelas artes.
Últimas






Fernanda Abreu celebra 30 anos do icónico álbum ‘Da Lata’
A “garota carioca, swing sangue bom” recordou a passagem pela mítica banda Blitz e o processo de afirmação a solo

Élvio Santiago e Alexandre Faria no ‘Palco’
20 anos de uma amizade que nasceu na música


Marco Horácio no ‘Palco’
“O humor é uma arma ótima contra o medo”





