5G Broadcast mudará forma que brasileiros veem TV, diz diretor do Ministério das Comunicações
Inovação permite transmissão de conteúdos para dispositivos como smartphones, sem desconto de dados e com qualidade superior
Diversos|Do R7
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Com potencial para transformar a forma como o brasileiro consome televisão, o 5G Broadcast já entra no radar das discussões sobre o futuro da comunicação e ganha espaço entre as principais inovações do setor no cenário internacional.
A tecnologia permite a transmissão de conteúdos ao vivo — como TV aberta ou eventos esportivos — diretamente para dispositivos compatíveis (smartphones, por exemplo), sem desconto do plano de dados, com mais estabilidade e baixa latência.
“Sabemos que a recepção de sinais de TV pelos celulares vai mudar completamente a forma como o brasileiro vê televisão. Estamos observando as medidas que estão sendo realizadas pelo mundo para a implantação dessa nova tecnologia”, diz Tawfic Awwad Junior, diretor de Inovação, Regulamentação e Fiscalização da Secretaria de Radiodifusão do Ministério das Comunicações.
Segundo o diretor, o Brasil já realiza testes com o 5G Broadcast, avaliando sua viabilidade e integração com o ecossistema atual de transmissão.
“Pela velocidade com que as coisas estão acontecendo, acreditamos que muito em breve vamos ter disponível o sinal de televisão nos nossos celulares, para podermos acompanhar o jornal, a novela ou o jogo no ônibus, no metrô ou onde estivermos”, celebra.
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Em paralelo, outra tecnologia ganha força no cenário brasileiro e global: a TV 3.0, também chamada de DTV+. A nova geração da televisão irá fortalecer a transmissão tradicional com a integração da internet. “A TV linear continua dominando o consumo de mídia nos lares brasileiros, e os avanços tecnológicos aliados a uma visão multiplataforma serão o grande diferencial do mercado”, acrescenta Tomaso D’Angelo Wantuil Papi, gerente de Engenharia e Tecnologia da RECORD.
De acordo com Tawfic, a TV 3.0 deve se consolidar como uma plataforma mais interativa para o público e, ao mesmo tempo, abrir novas fontes de receita para o setor de radiodifusão.
“Nosso objetivo é criar um ambiente que continue dando todas as garantias para os usuários e, ao mesmo tempo, dando a liberdade para a exploração desses novos modelos de negócio pelas emissoras”, reitera o diretor.
Nesse cenário de transformação, a inteligência artificial também surge como um dos principais vetores de mudança na radiodifusão, especialmente ao lado da TV 3.0.
“O uso da inteligência artificial já é uma realidade e impulsiona a transformação digital pela qual estamos passando. Isso ganha ainda mais força com o advento da TV 3.0, que traz personalização, interatividade e comercialização segmentada, abrindo portas para novos modelos de negócios e formatos de entrega de conteúdo”, diz Papi.
Do dial ao digital: o novo cenário do rádio
No caso do rádio, a discussão segue caminho semelhante: inovar sem perder a identidade do meio. Para Luiz Nascimento, diretor estatutário da Rede Aleluia, a IA deve atuar como aliada nesse processo.
“Nós enxergamos essa tecnologia como uma ferramenta de apoio à missão do rádio, nunca como substituição da essência humana que nos conecta ao ouvinte”, afirma Nascimento.
O executivo acrescenta que o uso da tecnologia está concentrado, sobretudo, nos bastidores. Na automação operacional, na análise de audiência e, especialmente, no apoio à produção e à distribuição multiplataforma.
“Hoje o rádio precisa estar presente no painel do carro conectado, nos aplicativos, nos assistentes de voz, nas smart speakers e em qualquer ambiente digital onde esteja o ouvinte”, reitera o diretor estatutário.
Para Tawfic, o momento é, de fato, de agregar tecnologias. “Tem que incorporar todas as inovações. Tem que adotar a inteligência artificial na produção de conteúdo e aproveitar todas as ferramentas que já existem para as plataformas digitais, utilizando a regulamentação que já temos hoje”, afirma.
Um dos pontos no radar da pasta é o rádio híbrido, modelo que combina a transmissão tradicional com a internet e integra conteúdos e dados em uma mesma experiência. Na prática, isso permite ao ouvinte acessar não apenas o áudio ao vivo, mas também informações adicionais, como nomes de música, notícias e publicidade segmentada.
O papel do governo
Além de acompanhar e compreender essas novas tecnologias, o Ministério das Comunicações também exerce o papel regulatório necessário para equilibrar todas essas transformações.
“Sabemos que esses ambientes inovadores, igual estamos observando com a TV 3.0, exigem uma flexibilidade maior para a implantação. Então, é nisso que estamos trabalhando, ao mesmo tempo em que garantimos todos os direitos dos usuários por meio de um contato permanente com as emissoras e por meio desse processo de regularização das condutas”, explica Tawfic.
Além do contato com as empresas de radiodifusão do Brasil, a pasta se mantém por dentro do que está acontecendo em outros países.
Exemplo disso é a participação do ministro das Comunicações na NAB Show 2026. Frederico de Siqueira Filho vai integrar uma sessão especial no evento ao lado da comissária da FCC (agência reguladora dos EUA), Olivia Trusty, sobre DTV+.
O encontro, intitulado “NextGen TV e TV 3.0: Uma Conversa Global sobre o Futuro da Radiodifusão”, discutirá o avanço internacional do ATSC 3.0.
A NAB Show 2026 ocorrerá de 18 a 22 de abril, no Centro de Convenções de Las Vegas. A feira será palco para a convergência dessas inovações — do 5G à IA (inteligência artificial) —, para demonstrar como diferentes soluções atuam de forma integrada na transformação do setor de radiodifusão.
A RECORD também participa do evento, ao lado da Abratel e da LM Telecom.
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