Logo R7.com
RecordPlus

‘O avanço para a TV 3.0 é inegociável, mas o planejamento é fundamental’, afirma André Dias no SET Sudeste

O superintendente de rede da RECORD foi um dos representantes da emissora no evento de Belo Horizonte

Diversos|Do R7

  • Google News
Crédito: Divulgação RECORD Minas RECORD participa da SET Sudeste 2026, em Belo Horizonte

A RECORD teve participação de destaque no SET Sudeste, realizado em Belo Horizonte na última quarta-feira (25), ao integrar os principais debates sobre o presente e o futuro da radiodifusão no Brasil.

Executivos da emissora participaram de discussões que abordaram desde os desafios regulatórios e modelos de negócios até os impactos tecnológicos da TV 3.0 e as transformações na publicidade.


‘Conectividade por satélite e novos modelos de negócios’

No primeiro debate integrado pela RECORD, o foco foi a distribuição satelital e as oportunidades de monetização no novo cenário tecnológico.


José Eduardo B. Pereira, diretor de engenharia e telecomunicações da RECORD Rio, abordou a importância da TVRO (antena e aparelhos associados para recepção de um satélite de transmissão) e destacou que a regionalização foi determinante para a construção de um novo modelo de negócio. Segundo ele, o DVB-NIP surge como alternativa relevante para gerar e permitir a monetização da TV 3.0.

O executivo afirmou ainda que a expectativa é que a TV 3.0 abra novas frentes de receita para o setor e “continue a ser relevante” no Brasil.


Divulgação SET José Pereira falou sobre TVRO e novos modelos de negócios

‘Panorama executivo: atualidade e caminhos futuros do mercado audiovisual em debate’

O painel foi coordenado por Patrícia Gomes, diretora de jornalismo da RECORD Minas, e reuniu lideranças do setor para discutir os rumos da indústria audiovisual em meio às mudanças estruturais do mercado.


Divulgação SET Patrícia Gomes coordenou o painel e abordou o cenário atual do mercado audiovisual, analisando desafios e oportunidades de crescimento

Entre os participantes, André Dias, superintendente de rede da RECORD, destacou que a empresa, com 72 anos de história, atravessa um novo ciclo de transformação sem abrir mão da relevância. “Nosso conteúdo está em diversas plataformas, inclusive, com 12 horas de jornalismo ao vivo diariamente, sendo oito horas dedicadas a janelas locais”, afirma.

O executivo também ressaltou que o custo da operação é alto e que a sustentabilidade ainda está fortemente ancorada na mídia tradicional. “Precisamos expandir o nosso modelo de negócio nas plataformas. Embora a definição regulatória traga confiança para o setor investir, a verdadeira resposta sobre o impacto da TV 3.0 na audiência e no faturamento só virá quando o serviço, de fato, chegar à casa dos brasileiros”.

Ao tratar dos investimentos necessários para a nova tecnologia, André Dias foi enfático. “O avanço para a TV 3.0 é inegociável, mas o planejamento é fundamental”.

Divulgação SET André Dias reforçou a importância do planejamento frente às expectativas para a TV 3.0

‘TV 3.0: o motor da nova era da radiodifusão’

Moderado por Caroline Cristina dos Santos, diretora de tecnologia e políticas de telecomunicações da Empresa Mineira de Comunicação (EMC), o painel reuniu especialistas para discutir os pilares da transformação tecnológica.

Tomaso D’Angelo Wantuil Papi, gerente de engenharia e tecnologia da RECORD Brasília, apresentou a visão estratégica da emissora para a TV 3.0. “Pensado como uma visão tecnológica 360º com 4 pilares: Data Driven, produção, comercialização e tecnologia. Ancorada a uma visão de produção multiplataforma, e um novo player gerado pelos algoritmos e dados”.

Segundo ele, o setor vive um momento de amadurecimento. “Agora estamos vivendo um momento de maturidade, e teremos evolução. Precisamos tornar o modelo mais fluido”.

Papi ressaltou também que a transformação não é apenas tecnológica, mas também editorial e estratégica. “Para que o conteúdo seja efetivamente consumido, temos de mudar a forma de fazer o conteúdo, a forma de distribuir, chegando à audiência que fomos perdendo nos últimos anos”.

Divulgação SET Tomaso D’Angelo Wantuil Papi defendeu uma visão 360º para a implantação da TV 3.0

Em relação à entrega, destacou que a TV 3.0 potencializará a distribuição tanto na TV comercial quanto na pública. “O broadband da TV 3.0 virá para complementar. O desafio, segundo está em definir o que vamos ofertar e como vamos avançar”.

‘O futuro da publicidade e da monetização de conteúdos na era da transmídia’

Encerrando o evento, Daniel Leal, coordenador de pesquisa do núcleo de inteligência da RECORD Minas, moderou o debate sobre publicidade.

A discussão abordou os impactos da TV endereçável e a mudança na lógica comercial e técnica, em um modelo híbrido que combina a massividade do broadcast com o um a um do broadband. Leal destacou que o desafio passa pela unificação de métricas e pelo uso estratégico de dados próprios para definir targets efetivos na TV 3.0.

Ao tratar da disputa pela atenção do público, ele provocou reflexões sobre como gerar receita diante da latência do streaming e da fragmentação do consumo.

Divulgação SET Daniel Leal trouxe para o centro do debate os impactos da TV 3.0 na publicidade

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.