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O ‘Giro’ desembarca em Velas na Ilha de São Jorge

Giro|Do R7

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A equipa do programa ‘Giro’ viajou até ao arquipélago dos Açores para dar a conhecer os encantos da Vila de Velas, os segredos de fabrico e certificação do Queijo São Jorge DOP e muito mais.

Emergindo do azul do Atlântico como um rasgo verde de falésias imponentes e fajãs únicas, a Ilha de São Jorge foi o destino da mais recente emissão do programa ‘Giro’. O destino foi a Vila de Velas, onde o basalto negro das rochas vulcânicas desenha as molduras da arquitetura local, contrastando com o branco das fachadas e recordando os séculos em que a povoação se fortificou para resistir a ataques de piratas e corsários.

O Santuário do Queijo São Jorge DOP

A grande atração do roteiro foi a imersão no universo do famoso Queijo São Jorge DOP, um produto com mais de 500 anos de história. A apresentadora acompanhou todo o processo produtivo ao lado do especialista Norberto Andrade, descobrindo os fatores que tornam a iguaria única no mundo:

- Leite Cru de Vaca: O leite não é pasteurizado, sendo processado a 36 graus com a adição de coalho para preservar os aromas e nutrientes das pastagens de altitude da ilha (acima dos 400 a 500 metros).
- Prensagem e Enceramento: Após o dessoramento, o queijo é prensado durante dois dias e recebe, ao longo de quatro dias, uma camada protetora de cera química não comestível para evitar o aparecimento de bolores e bactérias.
-Cura Prolongada: A sala de cura abriga cerca de 20 mil queijos em simultâneo. É esta fase que define a textura e a intensidade do travo, do mais suave ao picante. A cera exterior é depois removida manualmente em cerca de cinco minutos por queijo.

A reportagem acompanhou também a atuação da Confraria do Queijo de São Jorge, liderada por António Azevedo. Com mais de 30 anos de existência, a Confraria cumpre a missão de inspecionar a crosta, a massa e o sabor das rodas (que pesam entre 8 e 12 kg). Só os exemplares aprovados no rigoroso caderno de encargos recebem a certificação de Denominação de Origem Protegida (DOP), um título atribuído pela União Europeia que impede a contrafação e protege a identidade cultural açoriana.

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