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O ‘Giro’ desvenda a história, sustentabilidade e encantos de Velas

Giro|Do R7

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Em mais uma aventura pelo Concelho de Velas, o programa ‘Giro’ viajou pela memória dos baleeiros nos Rosais, explorou a riqueza secular da Casa Museu Cunha da Silveira e mergulhou numa quinta biológica autosseficiente.

A exploração da Ilha de São Jorge prosseguiu com uma viagem que combinou a herança histórica das comunidades costeiras, o património aristocrático e propostas de sustentabilidade no coração do arquipélago. Do ponto mais a noroeste da ilha às praias de areia vulcânica, a reportagem do ‘Giro’ revelou a essência do povo jorgense e da sua cultura.

Rosais: a vigia das baleias e a mística do farol



A aventura começou na freguesia de Rosais, num dos pontos estratégicos da antiga atividade baleeira. Na histórica vigia, a apresentadora experimentou os pequenos bancos de pedra e as frestas estreitas na rocha — concebidas para evitar distrações e manter o foco no mar. Era dali que os vigias lançavam os foguetes de fumo branco que alertavam os baleeiros em terra para a partida imediata para o mar.

A poucos minutos de distância, a reportagem visitou o Farol dos Rosais. Inaugurado em 1958 a 200 metros de altitude, foi uma das estruturas mais tecnológicas de Portugal, contando com habitações autónomas para os faroleiros e as suas famílias. Abandonado em 1980 devido à instabilidade gerada por um terramoto nas falésias, o complexo permanece hoje como um monumento silencioso numa paisagem de beleza crua.

Casa Museu Cunha da Silveira: 500 anos de memória



No centro da Vila de Velas, o ‘Giro’ visitou o palacete senhorial do século XIX que pertenceu à influente família Cunha da Silveira e que ostenta a maior varanda contínua dos Açores. O espaço organiza a memória da ilha em várias salas temáticas:

- Terra e transportes: Explica a morfologia esguia da ilha (com mais de 55% do território acima dos 400 metros de altitude) e a relevância histórica dos carros de bois como símbolo de estatuto.
- O mar e as artes da pesca: Exibe artefactos da baleação, o barco recreativo da família dos anos 40 e a valiosa coleção de miniaturas esculpidas em osso de baleia por António Lourêdo.
- Tecelagem e trajes: Destaca a tradição dos teares caseiros de lã e linho e expõe trajes típicos, da ceifeira ao traje domingueiro e à vestimenta do pescador.
- O selo de 1500: Entre os tesouros do museu encontra-se a peça mais antiga do concelho: o selo original da criação do Concelho de Velas, datado de 1500.

Agrofloresta e Banhos na Ribeira do Nabo



A dimensão ecológica da ilha esteve em foco na Make It Happen Farm, uma quinta biológica liderada por Miguel Sequeira. O espaço foca-se na autossuficiência energética e hídrica (através da captação de água da chuva), na compostagem e na prática da agrofloresta sintrópica, produzindo desde café e mangas a goiabas. Entre os animais recolhidos na quinta, o destaque vai para a Fiona, uma burra da raça autóctone dos Açores.

O percurso continuou na Praia da Ribeira do Nabo, onde a apresentadora aproveitou para colocar os pés nas águas cristalinas que banham a areia vulcânica preta, e culminou no Parque das Macelas. Situado a 400 metros de altitude, o miradouro oferece uma vista panorâmica sobre a pista do aeroporto, a Ilha do Pico e o Atlântico.

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