Entrevista: Reinaldo Gottino fala sobre o papel do jornalista e muito mais
Palco Record|Do R7
No último episódio do ‘Palco’ da RECORD EUROPA, a apresentadora Rita Rosado recebeu o renomado jornalista e comunicador Reinaldo Gottino. Conhecido por sua versatilidade e paixão pela comunicação, Gottino compartilhou a sua trajetória profissional e suas reflexões sobre o jornalismo contemporâneo. Durante a conversa, ele relembrou momentos marcantes de sua carreira, desde os primeiros passos no rádio até sua consolidação na televisão, destacando programas icônicos da RECORD como o ‘Balanço Geral’ e o ‘Cidade Alerta’.
Rita Rosado: É bom estar perto dos portugueses novamente, Gottino?
Reinaldo Gottino: Ah, eu gosto muito, eu adoro vir para cá! Fiquei muito feliz pelo convite de poder apresentar esse evento [Fórum Turismo – Conexão Europa], um evento importante, um evento grandioso, com convidados especiais, com pessoas incríveis. Que têm um conteúdo sobre turismo, sobre viagem, sobre essa conexão entre os dois países, das pessoas saírem daqui e irem para o Brasil, e das pessoas saírem do Brasil e conhecerem Portugal como turista, é estar aqui conhecendo cidades incríveis, lugares especiais.
RR: O Gottino é um rei da comunicação, é um verdadeiro apaixonado. Desde sempre, Gottino?
RG: Desde sempre. Eu me apaixonei pela comunicação ouvindo rádio. E depois acabei indo trabalhar na televisão, e me apaixonei por isso aqui – pelo estúdio, pela luz, pela câmera, pelo microfone, pela comunicação toda – e gosto de fazer isso. E tenho feito isso na RECORD já há bastante tempo, é uma honra para mim poder trabalhar naquilo que eu gosto de fazer.
RR: E como locutor de rádio, quando começou, como é que foi essa experiência?
RG: Eu comecei indo ao rádio, porque descobri que uma amiga da minha irmã trabalhava na rádio, então pedi para ela para eu ir lá conhecer. Quando eu vi como é que o rádio funcionava, eu adorei. E eu pedi para essa amiga da minha irmã me dar a oportunidade de eu ir lá, ajudar de alguma maneira, e então comecei a ser um voluntário de final de semana. E um dia o locutor faltou, e eu entrei no ar e fiz o texto, li o texto, e adorei aquilo. Eu tinha 15 anos, e aí falei “é isso que eu quero para a minha vida”. Aí fui estudar jornalismo, fui me preparar, fiz cursos de locução primeiro, e aí não saí mais. É o que eu amo fazer.
RR: Falamos em rádio, falamos também, da televisão, que veio depois. O propósito que tinha quando começou a ver e a fazer televisão é o mesmo que hoje em dia tem?
RG: Com certeza! Eu gosto de comunicar, eu gosto de contar histórias. A reportagem é a arte de você contar a história da vida real. Você, por exemplo, eu já vi que você se preparou para a entrevista. Você está contando para o seu público, para o seu telespectador a minha história. E é uma paixão. Não tem como você trabalhar na comunicação se não for a paixão pela comunicação.
RR: Gottino, falamos então dos vários programas que já teve a oportunidade para apresentar o ‘SP no Ar’, o ‘Esporte Fantástico’, o ‘Balanço Geral’, e agora mais recentemente também o ‘Cidade Alerta’. Como é que foi esta possibilidade de poder apresentar tantos programas que só mostram a sua versatilidade?
RG: É legal poder ter essa variação. Agora eu estou no ‘Cidade Alerta’, que é um programa que tem a editoria policial mais forte, mas já participei do ‘Balanço Geral’, o ‘SP Record’, ‘São Paulo no ar’. Eu já tive a honra de apresentar o ‘Domingo Espetacular’. Já tive a oportunidade de fazer os plantões do jornalismo da RECORD. Então é legal isso. E eu acho que você usou a palavra certa, a gente acaba se tornando um comunicador versátil. A gente consegue falar sobre todos os assuntos. A gente consegue se adaptar à situação, à notícia, à informação. E parece que o público gosta, porque a gente está aqui até agora.
RR: E como jornalista, o que é que mais gosta e o que é mais importante para si, receber das pessoas?
RG: Eu fiquei impressionado com a força da RECORD na Europa. Eu fiquei impressionado que eu trabalho numa emissora que não é local nem nacional, ela é global. Há gente andando pelas ruas de Lisboa, gente que assiste a gente em Cabo Verde, gente que assiste a gente na Holanda, gente que assiste a gente em Setúbal, aqui em Portugal. É muito bacana, porque eu estou lá no estúdio em São Paulo apresentando um programa e tem gente no mundo todo assistindo, quem está no hotel tem acesso, quem está em casa tem acesso. Isso é muito interessante. A RECORD traz esse Brasil para as pessoas e isso é muito bacana.
RR: Gottino, o improviso, é a base do jornalista?
RG: O improviso é a base do jornalismo e eu acho que o rádio te dá isso. Você trabalhar em rádio, você fazer jornalismo no rádio, te dá essa desenvoltura, e o esporte também ajudou bastante.
RR: Por falarmos aqui em improviso, nos seus programas, há improviso?
RG: Total, total. Porque o Brasil, bem diferente de Portugal, tem muita coisa acontecendo na área policial a todo instante. Você está ali apresentando o programa e de repente é um avião que cai. É um caso de última hora que chega, é uma pessoa que desaparece e aí o país todo fica comovido com a história. Então, você tem que ter esse improviso, você tem que ter essa desenvoltura para poder falar sobre os mais variados temas.
RR: E como é que isso se aprende?
RG: Então, eu acho que o principal é a experiência, você vai ganhando isso com o tempo e você vai também desenvolvendo isso a partir de participações no rádio, no esporte. Eu acho que os grandes comunicadores passam por isso.
RR: E hoje, como é que olha para este mundo do jornalismo?
RG: O jornalismo é cada vez mais necessário e fundamental. Se tem uma profissão que não vai acabar é a nossa. Porque com o advento da modernidade, com a tecnologia, com as redes sociais, todo mundo pode comunicar, todo mundo pode informar. Mas só os jornalistas vão trazer um conteúdo de apuração, um conteúdo em que as pessoas podem realmente confiar. Eu não sei se vocês usam o termo ‘fake news’ aqui. A gente usa muito no Brasil. A gente nunca teve tempos de tanta informação, mas ao mesmo tempo tanta desinformação. Porque informar, trazer a notícia, a notícia real, a notícia verdadeira, isso é importante e fundamental. Então os jornalistas vão ser pessoas que vão ser mais seguidas. Porque a pessoa sabe que a sua postagem é uma postagem confiável, porque é algo que você verificou. Então é nisso que eu acredito, que a nossa profissão tem uma marca importante. E o jornalista é obrigado a fazer isso com responsabilidade, a fazer isso com respeito às pessoas que estão assistindo. Então, eu acho que a gente tem que valorizar a nossa profissão e, quando for dar uma notícia, se certificar que aquela notícia é real. E isso vai ser importante para todos nós e para aqueles jornalistas que vão chegar depois.
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