Mateus Solano fala sobre a carreira no teatro, cinema e TV
Palco Record|Do R7
O ator Mateus Solano voltou a Portugal para apresentar a peça ‘O Figurante’, um espetáculo que convida o público a refletir sobre os papéis que assumimos — ou que nos são impostos — pela sociedade. Entre memórias da sua ascendência portuguesa e referências a personagens icônicos como Félix, Mateus falou sobre o poder transformador do teatro, a responsabilidade dos intérpretes e os critérios que orientam a escolha de novos projetos.
Teatro como espelho da sociedade e desafio artístico
Para Mateus, o teatro é um espaço privilegiado de confronto e descoberta. Sem recorrer a grandes artifícios técnicos, apenas com o corpo e a voz, o palco exige verdade, entrega e coragem.
A peça ‘O Figurante’, apresentada em Portugal, nasceu de um processo criativo baseado no improviso e desenvolve a ideia de que muitos de nós vivemos como figurantes da nossa própria vida.
Segundo o ator, reconhecer a nossa dimensão no vasto universo pode ser libertador. Em cena, o objetivo é provocar uma epifania no público: perceber que a sociedade funciona como um grande palco, onde os papéis sociais podem — e devem — ser questionados e transformados.
Televisão, cinema e a responsabilidade da interpretação
Ao longo da sua carreira, Mateus passou pelo teatro, televisão e cinema, compreendendo as particularidades de cada meio. A televisão cria continuidade e alimenta a expectativa pelo episódio seguinte; o cinema capta subtilezas e silêncios; já o teatro apela à imaginação e à presença viva.
Personagens marcantes, como o vilão Félix, demonstraram como a interpretação pode influenciar o debate público. Ao explorar preconceitos, violência e as origens do mal, o ator sublinha que o objetivo não é justificar comportamentos, mas compreender as motivações humanas que lhes estão subjacentes. Para ele, o intérprete tem a responsabilidade de contribuir para uma reflexão social mais profunda.
Escolhas profissionais e novos desafios
Na seleção de novos projetos, Mateus procura novidade, complexidade e humanidade. Prefere personagens com várias camadas, desafiantes e fora do convencional, capazes de provocar questionamento e crescimento artístico.
Com uma estreia bem recebida em território português, ‘O Figurante’ reforça o papel do teatro como catalisador de mudança individual e coletiva. A trajetória de Mateus Solano, entre palco e ecrã, confirma que a arte continua a ser um espaço essencial de reflexão sobre o lugar que ocupamos — e aquele que escolhemos ocupar — na sociedade.
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