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Peça de teatro sobre mulheres transforma silêncio em voz

Palco Record|Do R7

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A peça de teatro ‘Na Minha Boca’ parte de uma história real — a de uma mulher que permaneceu 12 anos em silêncio — e transforma o gesto de engolir uma moeda num símbolo de libertação feminina. O espetáculo, criado por Diana Sousa Lara em colaboração com o diretor artístico João Pires, reúne entrevistas e trajetórias para compor um monólogo intenso sobre silêncio, violência simbólica e emancipação.

Da história individual à experiência coletiva



A obra surge de uma investigação conduzida por Diana, que explorou diferentes formas de silenciamento vividas por mulheres, incluindo tabus sociais, padrões de beleza, educação, maternidade e envelhecimento. O gesto simbólico de engolir uma moeda representa o peso que muitas mulheres carregam: palavras por dizer, identidades apagadas e traumas mantidos em silêncio.

João Pires, diretor artístico na dramaturgia, transformou estas histórias em matéria teatral, resultando num monólogo que expõe experiências individuais e convida o público a refletir sobre gênero, família e papéis sociais.

Intensidade e propósito do monólogo



A protagonista, interpretada por Diana, enfrenta um desempenho exigente, tanto física como emocionalmente. O texto aborda temas delicados com força e sensibilidade, mostrando que o silêncio pode ser um ponto de partida para a emancipação da voz feminina.

Em vez de apresentar respostas prontas, a peça propõe questões ao público. Se, ao sair, alguém começar a questionar certezas sobre mulheres, maternidade ou educação, a missão artística terá sido cumprida.

Temas centrais da peça



O monólogo centra-se em três grandes eixos: o silêncio, o gênero e a memória coletiva. A peça mostra como o silêncio — seja por imposição social ou experiência pessoal — molda a vida das mulheres, limitando a expressão e o reconhecimento das suas experiências.

Explora ainda os papéis de gênero e as pressões sociais, destacando normas culturais, familiares e profissionais que muitas vezes condicionam comportamentos e escolhas femininas, ao mesmo tempo que evidencia formas de resistência e emancipação.

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