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Sérgio Rossi recorda os primeiros passos na música e o caminho para o sucesso

Palco Record|Do R7

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O programa ‘Palco Record’ recebeu um dos nomes mais icónicos da música ligeira portuguesa: Sérgio Rossi. Em conversa com Mahayla Haddad, o cantor fez um balanço emotivo do seu percurso, recordando a infância sem recursos, a exigência do início de carreira, a importância crucial da tia Ágata e a forma como assumiu o controlo total da sua arte para alcançar o sucesso internacional.

Do fado amador aos palcos do mundo



Nascido numa família humilde ligada ao fado amador, Sérgio Rossi recordou como os primeiros aplausos na infância foram o seu maior incentivo numa altura em que não tinha brinquedos e contava com a generosidade dos amigos para lhe emprestarem bicicletas:

"A música trouxe tudo à minha vida: a minha felicidade e os melhores momentos. Aos nove anos fiquei em segundo lugar num festival infantil e fui chorar para casa com uma cana de pesca. Foi essa infância que me deu o brilho nos olhos que tenho hoje."

A paixão levou-o a estudar no Instituto Musical Português e, mais tarde, na conceituada Berklee College of Music (após uma passagem pela Bósnia). Esse percurso abriu-lhe portas internacionais e levou-o a cantar para a diáspora portuguesa e grandes multidões em todo o mundo, como os 25 mil espectadores em Alberton, na África do Sul.

O fenómeno de ‘Perigosa’ e a viagem à Bahia



Um dos momentos de viragem na sua carreira deu-se com o tema ‘Perigosa’, escolhido pelo produtor argentino Fabian Farhat para ser tema de uma telenovela no México.

O artista viajou para o México para promover o tema cantado em castelhano, sendo recebido com grande aparato. Um ano depois, a canção integrava a banda sonora da novela ‘Mar Salgado’ em Portugal.

Ao longo da carreira, Sérgio Rossi foi o artista escolhido para fazer as primeiras partes de grandes nomes da música lusófona, como Fafá de Belém, Ana Carolina, Martinho da Vila nos Açores e Seu Jorge no Recife.

Sobre o seu trabalho recente, ‘Dá-lhe baile’, o cantor revelou ter sido uma “maluqueira” gravar o videoclipe em pleno Carnaval de Salvador na Bahia, fruto de uma parceria de composição com Ricardo Landum que demorou cinco meses a ganhar a letra definitiva.

O papel de Ágata e a libertação artística



Falar da vida de Sérgio Rossi é também falar da relação com a sua tia e madrinha, a cantora Ágata. O artista descreveu-a como o seu grande porto seguro nos momentos de frustração, numa época em que a indústria não tinha afinadores de voz digitais e o talento tinha de ser real:

"Ela foi a primeira da família a ter coragem de seguir a música, mesmo passando dificuldades. Quando as coisas não andavam e eu ia triste para casa, era ela que discutia com as televisões e produtores a perguntar porque não acreditavam no sobrinho. Dizia-me sempre: ‘Vai dar certo, quando menos esperares acontece’."

Sérgio Rossi explicou que a verdadeira grande mudança na sua carreira ocorreu quando deixou de ser “uma marioneta nas mãos das editoras” e passou a assumir 100% da direção criativa das suas canções, videoclipes e espetáculos.

Ao olhar para o futuro, o cantor garante manter intacta a ambição de ir mais longe:

"Quero continuar a internacionalizar a minha carreira e cantar em palcos onde ainda não cantei. Quero chegar onde Deus e os sonhos me permitirem."

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