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Com foco no local, a TV regional transforma audiência em valor comercial, mostra evento da Ric RECORD

Inovação, conexão, credibilidade e geração de resultados são atributos que tornam a TV aberta o meio que mais recebe verbas publicitárias

RIC Paraná|Do R7

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O pesquisador Fernando Morgado falou sobre a força da TV aberta em evento para o mercado publicitário, no auditório do MON. Foto de Marcos Vinicius

A Ric RECORD apresentou ao mercado de Curitiba sua estratégia apoiada em inovação e na máxima de que “O Futuro é Local”, em evento no Museu Oscar Niemeyer (MON), que também aprofundou a defesa da TV aberta. A linha de atuação do grupo de comunicação paranaense consiste em transformar seus veículos em um ecossistema construído sobre relevância local, com integração de mídias, entrega de experiências completas e autoridade editorial, um modelo pensado para transformar audiência em relacionamento e atenção em valor comercial.

O diretor de Relações com o Mercado, Marcelo Requena, lembrou que a rede Ric RECORD, com quatro emissoras que cobrem todo o Paraná, integra o Grupo Ric, que reúne 19 plataformas de comunicação, incluindo rádios, portais de notícias, canais digitais, rede de influenciadores e revista impressa, todas olhando para o mercado regional.


“O futuro é local”, explicou Requena, porque a força do regionalismo gera identificação e confiança: “A relevância local constrói relacionamentos reais. É ela que transforma audiência em presença”.

É por isso que a estratégia da Ric RECORD é trabalhar em conjunto em ações criativas em que não se vende só audiência. “Entregamos experiência e conexão. Essa visão permite formatos comerciais experimentais, especialmente no jornalismo, que abrem portas na grade de programação. Programas como Balanço Geral e Cidade Alerta tornaram-se laboratórios para esse tipo de inovação”, explica Requena.


O tom local, formado por sotaques e códigos culturais, é apontado como vantagem competitiva, em programas de produção regional. A regionalização permite naturalidade, maior tempo de exposição e inserções ao longo de todo o programa.

Inovação nas ativações e o case Mercado Livre


Um dos grandes cases de inovação da Ric RECORD foi uma parceria com o Mercado Livre, durante a final do Campeonato Paranaense de 2025, em que 50 kg de cupons de desconto, além de cupons escondidos em fotos de “Super Zoom” nos portais da RECORD e Ric, foram trocados por prêmios. A dinâmica esgotou todos os códigos em menos de 12 horas.

“Conseguimos viabilizar um projeto que outras grandes emissoras não colocaram de pé”, celebra Laila Sol, diretora executiva de Growth Marketing do Grupo Ric. A ação ao vivo produziu imagens virais e ampla repercussão nacional, e a campanha ganhou seis leões no Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions, na Riviera Francesa.


Entre as ações criativas ganham espaço as de merchandising, por exemplo, que têm resultados múltiplos para o cliente que busca uma estratégia de vendas eficiente. Uma entrega que deveria durar 60 segundos se transforma em mais de dois minutos por causa da liberdade do apresentador, que exerce seu papel de influencer. “Aqui o apresentador pode esquecer o roteiro e falar de verdade sobre a marca”, observa Requena.

Audiência e atenção, entre os trunfos da TV aberta

A defesa da TV linear como ativo estratégico também foi um dos temas centrais do evento. Dados auditados mostram que a TV aberta concentra dois terços do consumo de vídeo em telas grandes no Brasil e lidera o investimento publicitário (R$ 9,7 bilhões segundo o Cenp-Meios), superando mídias digitais somadas em muitas categorias.

O pesquisador carioca Fernando Morgado defendeu tecnicamente a força da televisão e reforçou: “A TV é um meio digital desde 1998, integrando-se à internet há décadas; boa parte do que as pessoas veem nas redes vem da televisão. A relevância da TV aberta se define principalmente em audiência, credibilidade e capacidade de gerar resultados concretos para as marcas”.

Para ele, não faz sentido tratar os meios de forma isolada, mas é preciso explorar os atributos de cada um e suas sinergias. “A televisão impulsiona o meio online de forma natural: as pessoas assistem ao conteúdo na TV e, em seguida, buscam por ele em seus celulares ou computadores”, disse. Além disso, a TV aberta tem seus resultados de audiência auditados por órgãos independentes, enquanto os meios digitais informam o próprio volume de views.

Gustavo Ermel: planejamento de comunicação deve prever ações de curto e longo prazo. Foto de Marcos Vinicius

Gustavo Ermel, sócio da agência gaúcha SPR, especializada em estratégia, design, publicidade, social media e performance, trouxe ao debate uma visão de marketing com foco em planejamento, adaptação e leitura correta do cenário. Ele frisou que planejar é fundamental em comunicação. “Sem plano, o mercado entra em improviso e imitação; com estratégia, é possível atravessar o caos com mais consistência.”

Quando as empresas combinam ações de longo prazo para construção de marca com ações de curto prazo, para ativação de vendas, elas obtêm um crescimento muito maior. Isso porque, explicou Ermel, elas aumentam a “disponibilidade mental” na cabeça dos consumidores, que cada vez mais se mostram desatentos em plataformas digitais. O pesquisador gaúcho destacou estudos da Meta e Amplify apontando que 85% dos anúncios digitais não atingem os 2,5 segundos necessários para retenção de memória.

Thiago Trabulsi e José Travagin, apresentando futuras ações da Ric RECORD. Foto de Marcos Vinicius

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